Nome: “A Escolha do Coração”
Autora: Amanda Brooke
Nº de Páginas: 296
Editora: Quinta Essência
Sinopse: “Os recém-casados Holly e Tom acabaram de se mudar para
uma casa antiga na pitoresca Inglaterra rural. Quando Holly descobre um relógio
lunar num jardim cheio de ervas, e o seu estranho mecanismo de cristal, está
longe de suspeitar que ele vai mudar a sua vida para sempre. Pois o relógio
lunar tem uma maldição. A cada lua cheia, Holly consegue ver o futuro - um
futuro que contém Tom a embalar a filha bebé de ambos, Libby, e a chorar a
morte de Holly no parto… Holly percebe que o relógio lunar está a oferecer-lhe
uma escolha desesperada: dar a Tom o bebé que ele sempre quis e sacrificar a
sua própria vida; ou salvar-se e apagar a vida da filha por quem se apaixonou.”
Opinião: Holly, uma jovem com um passado conturbado, conhece o
homem que lhe mostra o verdadeiro significado do amor e da família. Quando Tom
e Holly decidem viver juntos, esta última descobre um estranho relógio lunar,
que lhe mostra um futuro do qual não faz parte. Embora nunca tenha pensado em
ser mãe, com receio de não conseguir amar uma criança como ela merece, ao
presenciar a sua filha Libby fica de tal modo apegada à criança, que se
pergunta até que ponto a sua vida será mais importante que a da criança que
crescerá dentro de si.
Tenho por hábito adquirir as
obras depois de ter lido várias opiniões antes, de modo a não me arrepender,
contudo esta obra chamou-me a atenção pela premissa, que parecia interessante e
pelo facto de a autora ser comparada a Jodi Picoult e outras grandes escritoras
dentro do género literário. Contudo, tenho de confessar que não me surpreendeu,
nem tocou tanto quanto gostaria.
O tema da obra é bastante
interessante, o relógio lunar que permite ao seu portador ver o seu futuro, de
modo a modificá-lo, se for esse o seu intuito. Tendo-me agradado também a
história por detrás do relógio, quem o criou, o que o mesmo lhe trouxe e tirou.
A história gira basicamente em torno da decisão entre a própria vida de Holly
ou da sua filha Libby, o confronto desta jovem em desistir de ter a sua filha e
viver, ou tê-la e não sobreviver.
Quando fui confrontada com esta
premissa, pensei que era uma obra ao estilo de Jodi Picoult, capaz de nos levar
às lágrimas, de nos surpreender a cada página, contudo isso não sucedeu. Ao
longo desta obra senti alguma repetição por parte da autora, onde a nossa
personagem principal se perguntava incessantemente se devia ter a sua filha ou
escolher viver, o que se tornou um pouco maçudo. Acredito que se fosse mãe,
esta obra me tivesse tocado de outro modo, contudo nesta altura considerei
somente que era uma ideia fantástica, que infelizmente não foi aproveitada da
melhor forma. O facto de desde o início nos ser dado a conhecer a decisão de
Holly não ajudou, acabando o final por não ter o impacto que gostaria.
Além disso, enquanto lia, se
calhar por ter lido a obra há muito pouco tempo, só conseguia pensar que a
autora se tinha debruçado um pouco sobre a obra “A Mulher do Viajante no Tempo”.
Afirmo-o pela possibilidade de viajar no tempo, pelo facto de o marido viajar e
de Holly ficar desgostosa, esperando o seu retorno. Poderá ser somente
impressão, mas por diversas vezes ao longo das suas páginas, apanhei-me a
pensar sobre tal possibilidade.
Relativamente à história de amor
entre Holly e Tom achei-a bastante bonita, sentia-se a sua ligação e a força da
paixão que os unia. O amor que Holly sentia pela sua menina ainda não nascida
era igualmente palpável, pois são vários os momentos em que a nossa personagem
principal visita a sua pequena menina.
A escrita da autora é bastante
acessível e compulsiva, levando-nos a ler o livro num esfregar de olho e embora
não me tenha sentido rendida pela obra, acredito que possa agradar a quem goste
de um romance, onde o amor paternal é uma realidade.
Frases a reter: “Podemos estar numa sala cheia de gente e ainda
assim sentirmo-nos sozinhos.”
Avaliação: 2.5/5 (Está Ok!)