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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Hex Hall



Nome: “Hex Hall”

Autor: Rachel Hawkins

Nº de Páginas: 240

Editora: Edições Gailivro

Sinopse: “Virei-me para sair, mas a porta fechou-se a poucos centímetros da minha cara. De repente, um vento pareceu soprar através da sala e as fotografias nas paredes chocalharam. Quando me virei de novo para as raparigas, estavam as três a sorrir, os cabelos a ondularem-lhes a volta dos rostos como se estivessem debaixo de água. O único candeeiro da sala tremeluziu, e apagou-se. Eu apenas conseguia distinguir faixas prateadas de luz que passavam sob a pele das raparigas, como mercúrio. Até os seus olhos brilhavam.Começaram a levitar, as pontas dos sapatos regulamentares de Hecate mal tocando a carpete musgosa. Agora, já não eram rainhas do baile de finalistas, nem supermodelos – eram bruxas, e até pareciam perigosas. Apesar de me debater contra a vontade de cair de joelhos e colocar as mãos acima da cabeça, pensei, “Eu também seria capaz de fazer aquilo?”

Opinião: Sophie Mercer é uma jovem a quem os poderes de bruxa despertaram quando se tornou adolescente. Desde esse momento que passou a ter grandes dificuldades em controlar os mesmos, em parte porque a sua mãe não possui quaisquer poderes e nunca contactou com o seu pai, de quem os herdou. Ao realizar feitiços, que acabam invariavelmente de modo desastroso, começa a chamar atenções sobre si mesma e a colocar em risco os restantes seres sobrenaturais, Prodigium como são denominados nesta obra. Como sanção por estes feitiços que chamam atenções indesejadas e como modo de ensiná-la a lidar com os seus poderes, é enviada para uma escola correctiva destes seres sobrenaturais, Hecate Hall, Hex Hall como os alunos a designam.

Nesta escola além do sistema rigoroso, tem também a particularidade de possuir inúmeros seres que Sophie pensou que somente existissem na literatura, desde fadas, imutáveis, lobisomens, fantasmas e até vampiros, os quais foram admitidos há pouco tempo na escola. A companheira de Sophie é, nada mais, nada menos, que uma vampira, que por sinal perdeu a sua anterior companheira por causas estranhas, falando-se abertamente na escola que terá sido Jenna a assassiná-la. Quando outras mortes começam a ocorrer, as culpas recaem sobre Jenna, mas Sophie que aprendeu a gostar da sua companheira de quarto, que é efectivamente a sua única amiga na escola, tentará ao máximo ajudá-la.

As opiniões que acompanhei sobre esta obra não eram unânimes, o que me levou a considerar e a desconsiderar lê-la por diversas vezes. Com a recente campanha da Fnac, com diversas obras da 1001 Mundos a 3.50 euros decidi arriscar, não indo com qualquer expectativa.

“Hex Hall” é uma obra bastante leve, que não exige muito do leitor, muito pelo contrário, boa para passar algumas horas na sua companhia. O tema não é original, por diversos momentos apanhei-me a pensar em “Harry Potter”, por exemplo, contudo penso que contém uma personagem principal cativante e uma escrita compulsiva.

Sophie é uma adolescente muito sincera, tanto para consigo, como para com os que a rodeiam, não tendo qualquer receio de represálias. É uma rapariga muito sarcástica e divertida, que tem alguma dificuldade em fazer amigos, contudo tem a capacidade de compreender que mais vale ter poucos, mas sinceros e pelas melhores razões, do que vários, que nada de bom nos trazem. Penso que é uma personagem bastante forte e carismática, que numa história mais original, tinha tudo para vingar.

Das restantes personagens, a única que me chamou mais à atenção foi o par romântico da nossa personagem principal, que parecia ser um rapaz interessante, com muito para conferir à história. Porém, merecia e precisava de ser melhor desenvolvido, para que nos cativasse realmente. De resto todas as personagens são um eterno cliché, que não deixam qualquer marca.

A componente mágica da obra deixa muito a desejar, pois não é aprofundada devidamente. Quando Sophie descobre através de um ancestral quem é realmente, embora tenha sido interessante, esta descoberta, e quem lha transmitiu, novamente não foi desenvolvida da melhor forma.

A escrita é compulsiva, por ser um livro muito leve, o que nos leva a ler a obra de uma assentada. O humor embora esteja patente, a mim não me arrancou qualquer sorriso, mas penso que o poderá fazer na faixa etária a que se destina. É, sem dúvida, uma obra para jovens, quiçá para alguém que ainda está a aprender quão bom é ler por prazer e o mundo do fantástico, mas que não traz nada de novo para um leitor mais experiente.

Avaliação: 2.5/5 (Está Ok!)