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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O Primeiro Dia


Nome: “O Primeiro Dia”

Autor: Marc Levy

Nº de Páginas: 368

Editora: Edições Contraponto

Sinopse: “Um objecto misterioso encontrado num vulcão adormecido vai mudar para sempre a vida de Adrian e Keira. Juntos embarcarão numa aventura extraordinária que os levará das margens do lago Turkana, no coração de África, até às montanhas da China, em busca da resposta a uma das perguntas ancestrais da humanidade: como começou a vida na Terra?”

Opinião: Marc Levy é um autor francês, que já foi traduzido para 41 idiomas e que conta com mais de 20 milhões de exemplares vendidos. Elogiado por leitores e críticos, juntou-se aos 18 anos à Cruz Vermelha Francesa, onde permaneceu durante seis anos, tendo-se formado em Gestão e Informática na Université Paris-Dauphine. Criou uma empresa de design e informática, em 1983, com projectos em França e nos EUA e anos mais tarde fundou uma empresa de design de interiores em Paris.

Aos 37 anos, Marc escreveu o seu primeiro romance “E Se Fosse Verdade”, que se destinava a ser uma dedicatória que um homem poderia fazer a um filho. Depois de a irmã o incitar, acaba por enviar o romance para uma editora e rapidamente se tornou num sucesso.

“O Primeiro Dia”, lançado inicialmente em 2009 e um ano depois em Portugal, apresenta-nos Adrian e Keira. Keira esteve durante três anos na Etiópia procurando o início da humanidade, um esqueleto que comprovasse a sua teoria que a humanidade havia começado muito antes do que aquilo que os dados apontam, contudo uma tempestade acaba por destruir o local onde se encontravam a ser efectuadas as escavações e Keira vê-se obrigada a voltar para casa, sem qualquer prova da sua suposição e tendo de abandonar um pequeno órfão que conheceu e apelidou de Harry. Este menino havia-lhe dado uma pedra que encontrou num vulcão e a mesma irá levá-la à descoberta de um mistério sem precedentes. Adrian, por sua vez, é um astrofísico que após algum tempo a realizar uma pesquisa no Chile se vê obrigado a voltar a Londres. Adrian e Keira acabam por se cruzar na defesa dos seus projectos de investigação e irão juntos tentar desvendar os segredos da misteriosa pedra que Keira recebeu do pequeno órfão.

Confesso que esta obra nunca me tinha chamado à atenção, recordo-me de ver a sua capa em algumas plataformas digitais, contudo nunca tinha pensado verdadeiramente em experimentar um dia lê-la, até que me foi sugerido por uma das leitoras do blogue através da rúbrica Sugestões dos Leitores. Devido a ser uma sugestão entusiástica, que prometia uma obra repleta de romance e suspense, com frases repletas de significado, foi com alguma curiosidade e expectativa que iniciei esta leitura e a verdade é que não me decepcionou de forma alguma, muito pelo contrário, foi uma agradável surpresa.

Nesta obra somos presentes a diversos aspectos interessantes, desde a particularidade de ser deveras original, em todos os aspectos que envolvem a pedra de Keira, que é portadora de estranhas particularidades; ao facto de ser uma obra repleta de suspense, mistério e acção, sendo igualmente polvilhada por alguns momentos mais ternurentos, que certamente agradará aqueles que gostam de obras que tenham mais do que o simples romance. Outro aspecto que me agradou particularmente centrou-se no facto de nos permitir adquirir ou consolidar informação relativa à antropologia e astrofísica, que torna a obra ainda mais enriquecedora e cativante.

No que diz respeito às personagens, apreciei muito o casal da trama, pela sua história em comum, pela quantidade de informação que nos dão a conhecer, pelo seu passado e pela luta dos mesmos pela verdade contra todas as adversidades. Ambos mostraram ser pessoas bastante íntegras, interessantes, com histórias de vida cativantes, capazes de nos fascinar desde o primeiro instante.

Numa escrita fluída e cativante, Marc Levy apresenta-nos, deste modo, uma história deveras embrenhante, onde mal notamos pela passagem das páginas. Contendo uma história original e mágica, com momentos de suspense, acção, mas também com algum romance, “O Primeiro Dia” é uma obra que certamente agradará aos mais românticos, que gostam de histórias que nos colocam a pensar e que nos deixam uma marca muito depois de terem terminado. Aguardo com expectativa a continuação desta história, “A Primeira Noite”.

Frases a Reter: "A vida tem muito mais imaginação do que nós juntos, por vezes é portadora de pequenos milagres, tudo é possível, basta que acreditemos nela com todas as nossas forças."

“Afinal, felicidade não é o que todos buscamos, sem nunca sermos capazes de reconhecê-la?”

“A amizade não se constroi sem provas de confiança e as confidências são uma delas.” 

“Perder uma pessoa que amamos é horrível, mas pior ainda seria nunca tê-la conhecido.”


Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Conspiração 365 - Fevereiro



Nome: "Conspiração 365 - Fevereiro"

Autora: Gabrielle Lord

Nº de Páginas: 189

Editora: Contraponto

Sinopse: "Callum Ormond foi avisado. Ele tem 365 dias. A contagem decrescente começou... A pacata vida de Cal acabou assim que a mortífera contagem decrescente começou. Entretanto, foi atacado por tubarões, acusado de um violento ataque à sua família, raptado por dois gangues e quase que o afogaram num depósito de óleo... Ele é um fugitivo procurado que fará tudo para sobreviver. Mas estará Cal desesperado o suficiente para se aproximar de um traidor envolvido com assassinos? Ou para se arriscar a voltar ao cenário da tentativa do seu homicídio? Deverá ele encontrar-se com um misterioso informador, podendo tratar-se de uma armadilha? O relógio não pára... Cada segundo pode ser o último.... Uma aventura de cortar a respiração!"

***Pode conter spoilers relativos ao anterior volume, Conspiração 365 - Janeiro***

Opinião: O anterior volume havia terminado com Callum às portas de uma trágica e dolorosa morte, sendo a sua probabilidade de sobrevivência escassa, até que alguém o salva contra todas as expectativas por uma estranha rapariga, Winter, que tem como tutor a pessoa que o tentara matar. Winter torna-se, ao contrário do que seria de se esperar, uma chave importante no desenrolar da trama e na descodificação do enigma que tanto atormenta Callum.

Tal como havia sucedido na anterior obra, este Conspiração, encontra-se recheado de acção, adrenalina e mistério. Continuamos a seguir a descoberta do enigma deixado por pai de Callum e todo o perigo que o mesmo engloba. Descobrimos um pouco mais do mesmo e das pessoas que parecem querer saber também a sua solução e que tanto têm atormentado a vida deste jovem rapaz.

As personagens continuam a fascinar-nos, especialmente Callum e o seu melhor amigo. O primeiro por atravessar tantos desafios, pelos seus receios, a sua luta pela sobrevivência e a clara adoração que sente pela família. O melhor amigo por ser incansável, sempre disposto a ajudar em tudo, desde em termos monetários, de alimentação, vestuário, até mesmo no que diz respeito à descoberto do enigma, pois sendo deveras inteligente, acaba por ser importantíssimo no mesmo. 

A nova personagem que nos é apresentada, Winter, mostra-se misteriosa, enigmática e nunca sabemos bem o que esperar dela. É claro que passou por muito, que teve uma infância conturbada, contudo existem certos actos e aspectos sobre ela que nos são estranhos. Será interessante continuar a conhecê-la e a acompanhar a sua jornada com o nosso jovem amigo, até porque foi essencial neste livro para uma descoberta e poderá sê-lo novamente.

Relativamente à enfermeira que liga a Callum dizendo que conhecia o seu pai e que tem algo para lhe contar continua a ser um mistério, sendo das personagens que mais curiosidade me suscita.

Numa escrita simples, cheia de mistério e adrenalina, Gabrielle Lord prende-nos nesta história e à personagem carismática que é Callum. 

Embora tivesse havido um ou outro momento em que senti algum exagero aliado a uma certa impossibilidade de tal suceder, está a ser um prazer acompanhar a luta pela sobrevivência levada a cabo por este jovem rapaz ,que de um momento para o outro parece ter perdido tudo, praticamente só dependo de si para subsistir. Aguardo com alguma expectativa a continuação.

Avaliação: 3/5 (Gostei!)

sábado, 24 de março de 2012

Conspiração 365 - Janeiro


Nome: "Conspiração 365 - Janeiro"

Autora: Gabrielle Lord

Nº de Páginas: 190

Editora: Contraponto

Sinopse: "Callum Ormond foi avisado. 
Ele tem 365 dias. 
A contagem decrescente começou... 
Na véspera de Ano Novo, Cal é seguido por um homem estranho que lhe deixa um alerta: «Mataram o teu pai. Vão matar-te. Tens de sobreviver os próximos 365 dias!» 
Forçado a uma vida em fuga e com a cabeça a prémio, o fugitivo de 15 anos vê-se sozinho, sem ter quem o ajude. Perseguido pela lei e por criminosos implacáveis, Cal tem de descobrir a verdade sobre a misteriosa morte do seu pai e um segredo capaz de mudar o rumo da História. A quem pode ele recorrer? Em quem pode ele confiar quando parece que o mundo inteiro o quer ver morto? 
O relógio não pára… Cada segundo pode ser o último…"

Opinião: Callum é um jovem com 15 anos que perde o pai por causas desconhecidas, sendo a sustentabilidade da família formada pela mãe e irmã que adora. De um momento para o outro começam a ocorrer situações estranhas onde a vida de Callum se encontra constantemente em perigo, sendo avisado por um suposto louco que tem de se esconder durante 365 dias, pois a sua vida encontra-se em jogo.

“Conspiração 365 – Janeiro” é o primeiro volume de uma saga constituída por 12 volumes onde Gabrielle Lord numa narrativa repleta de acção, mistério e adrenalina nos apresenta a luta pela sobrevivência de Callum.

Em termos de personagens penso que é fácil simpatizarmos com Callum, pois o amor que sente pela família é palpável e a sua luta pela sobrevivência leva-nos a que nos sintamos solidários para com ele e que torçamos constantemente para que tudo corra pelo melhor. O seu melhor amigo também é alguém fácil de gostar, óptimo aluno, inteligente e perspicaz, é essencial para que Callum consiga contornar as várias dificuldades que se atravessam no seu caminho.

Numa escrita acessível, simples e cheia de suspense, a autora presenteia-nos com uma obra escrita na primeira pessoa, numerada em contagem decrescente, sendo dividida pelos dias constituintes de cada mês e com vários desenhos e mensagens que contextualizam a narrativa, sendo, desta forma, uma saga que prima pela diferença.

Com um final de cortar a respiração, que deixa o leitor expectante pela continuação, é uma história que incute a necessidade de ler desde logo o seguinte volume, que já tive o prazer de ler.

Avaliação: 3/5 (Gostei!)