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domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Revolta



Nome: "A Revolta"

Autora: Suzanne Collins

Nº de Páginas: 280

Editora: Editorial Presença

Sinopse: "Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar..."

Opinião: Depois de todas as reviravoltas que sucederam na sua vida, Katniss vê-se com uma missão que nunca desejou e que tenta ao máximo por descartar. Ao ser considerada como o símbolo da revolução, terá de tomar várias decisões que não serão simples e que lhe trarão algumas amarguras.

Numa leitura frenética, Suzanne Collins mostra-nos as desenvolturas desta revolta que era expectável, mas que toma proporções inimagináveis, onde muitas serão as perdas, para que a população de Panem possa outra vez viver em liberdade.

Gostei bastante deste volume e considero que este foi, sem dúvida, o final perfeito para esta trilogia. Numa guerra, como a que a autora nos prepara desde o primeiro volume, é expectável que muitas sejam as perdas e que os acontecimentos não se desenrolem da melhor forma para as personagens. Tendo em conta este facto considero que não poderia nunca haver um típico final feliz, simplesmente alguma compensação para aqueles que partilharam desta revolta.

Ao longo desta leitura somos confrontados com várias realidades. Que numa guerra muitas são as perdas, muitas das vezes de inocentes e que a partir de determinada altura, valores e ideais são colocados de parte, com o único intuito de vencer. Custou-me um pouco constatar que os rebeldes deixaram a sua sede de vingança, levá-los a praticar algo que censuravam nos seus oponentes, mas isso realmente acontece e se esta história é tão real, deve-o em certa medida a ambos os acontecimentos. Outra realidade que nos é demonstrada, é que muitos são os que lutam por uma causa e por um futuro melhor, porém quem reivindica o poder, pouco ou nada faz para que tal seja possível. Novamente um acontecimento triste, mas tremendamente real.

Katniss é a personificação do que uma revolta desta envergadura poderá fazer a alguém e que as vitórias trazem sempre um sabor amargo. Não existindo vitórias plenas, simplesmente uma promessa de melhora.

Tinha bastante curiosidade em conhecer melhor Gale, pois sempre se mostrou misterioso e suscitava-me algum interesse, contudo confesso que fui perdendo o fascínio que possuía por ele à medida que o fui conhecendo melhor. Sempre o imaginei mais interessante e também mais humano.

Peeta sempre foi uma personagem da qual gostei muito, tendo-me custado presenciar o que sofreu em vários momentos e que apesar de tudo o que sofreu e de tudo o que perdeu, gostei do final a ele destinado.

E, por fim, Snow que também merece o seu destaque. Um homem mesquinho, poderoso, irracional, mau na verdadeira acepção da palavra e que mesmo quando não estava presente fisicamente, conseguia desempenhar a sua pressão psicológica contra Katniss.

O único aspecto negativo que encontro é que gostaria de ter visto a parte final um pouco mais desenvolvida, pois senti que terminou de modo algo abrupto. Mesmo assim fiquei feliz pela promessa de melhora na vida de Katniss e das pessoas que a rodeavam.

“A revolta” é, assim, um final que considero bastante real e o melhor para uma trilogia como a que Suzanne Collins no presenteou.

Num modo geral gostei muito desta trilogia e anseio ver a adaptação cinematográfica, que espero que consiga captar a verdadeira essência das obras e a sua mensagem política e social.

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Em Chamas


Nome: "Em Chamas"

Autora: Suzanne Collins

Nº de Páginas: 268

Editora: Editorial Presença


Sinopse: "Depois de no primeiro volume Katniss se oferecer para substituir a irmã mais nova nos Jogos da Fome, que têm como lema «matar ou morrer», contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Os dois jovens Katniss e Peeta tornaram-se agora os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar… Um ritmo constante de adrenalina numa obra que promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano."

***Pode Conter Spoilers do anterior volume "Os Jogos da Fome"***

Opinião: Pouco depois de vencerem o desafio, os tributos têm de realizar o Passeio da Vitória, onde se visitam os doze distritos de Panem. Contudo Katniss e Peeta têm mais do que visitar e agradar aos distritos em questão, pois o presidente Snow ameaça Katniss, a sua família e amigos, para que ela se comporte convenientemente, de modo a demonstrar que só tomou determinado comportamento por amor a Peeta e não como acto de rebeldia contra o Capitólio.

Tinha gostado bastante do anterior volume e, mesmo tendo ouvido várias opiniões negativas quanto às seguintes obras da trilogia, parti para esta leitura a acreditar que iria gostar e a verdade é que não me desiludi de forma alguma.


Gostei bastante do desenvolvimento da obra e só pouco antes de sabermos qual seria o destino do casal da trama é que me lembrei que o presidente Snow poderia jogar essa cartada e consequentemente safar-se. Foi uma jogada tremendamente inteligente e que me levou a ler o livro a um ritmo avassalador, para saber como iria terminar o mesmo e como se iriam eles safar. Gostei das cenas de acção destes jogos e do modo como estes astutos jogadores se conseguiam safar das armadilhas que enfrentavam, utilizando o que tinham ao seu dispor com bastante inteligência.

Quanto às personagens, a Katniss continua a ser bastante ingénua, mas ao mesmo tempo penso que a Suzanne Collins a tornou muito real, pois transparece-nos todas as suas inseguranças e medos de um modo bastante verídico, pois se me tentar colocar no seu lugar, sinto que teria as mesmas dúvidas e inseguranças. Continuo a sentir que gostaria de conhecer melhor o Gale e perceber o fascínio que Katniss sente por ele, esperando ansiosamente conhecê-lo melhor no “A revolta”. Peeta já me tinha fascinado na anterior obra, contudo gostei muito mais dele nesta, pois é sem dúvida um rapaz com um coração de ouro e que é capaz de tudo por aqueles que ama.

Tal como sucedeu no anterior volume, gostei muito da crítica política e até social patente nesta obra. A crítica política quando referem que os políticos e comunicação social gere aquilo que chega a nós e como nos manipula a seu belo prazer, socialmente pela abundância no Capitólio, comparativamente com os doze distritos, que vivem em constante pobreza.

A escrita mantém-se a um ritmo inebriante, polvilhada de acção, reviravoltas e alguma paixão, aspecto que me levou a gostar bastante desta obra e a levar-me a aconselhá-lo sem reservas.

Terminando de um modo que não estava mesmo nada à espera, repleto de suspense e com revelações impressionantes, “Em chamas” levar-me-á a ler o terceiro e último volume o mais tardar, que se avizinha violento e algo dramático.

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os Jogos da Fome



Nome: "Os jogos da Fome"

Autora: Suzanne Collins

Nº de Páginas: 260

Editora: Editorial Presença

Sinopse: Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.


Opinião: Já há algum tempo que tinha este livro debaixo de olho, pelas criticas fantásticas a ele atribuídas, mas também pelo surgimento do filme que irá estrear daqui a 3 meses sensivelmente, a 23 de Março, nos EUA. Foi graças ao grupo do goodreads, Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és, que tive oportunidade de o ler em leitura conjunta.


Panem, a anterior América do Norte, encontrava-se dividida em 13 distritos, tendo a sua sede no Capitólio. Quando o 13º distrito se rebela é dizimado pelo Capitólio, passando a existir somente 12 distritos, que têm como objectivo produzir o que a sua terra tem de melhor, podendo ser dado como exemplo o distrito 12, que tem como objectivo produzir carvão, sendo controlados constantemente. O Capitólio organiza também, todos os anos, “Jogos de Fome” onde são eleitos um rapaz e rapariga de cada distrito, de modo a que se confrontem uns aos outros e que sobreviva o mais apto, para entretenimento das pessoas que habitam este sede.
Katniss Everdeen desde a morte de seu pai tornou-se no pilar da família. Depois de a mãe entrar em depressão com este acontecimento, teve de fazer de tudo para sustentar a irmã mais nova e a mãe. Quando nas eleições a irmã é eleita, Katniss não pensa duas vezes e auto-intitula-se como representante do distrito.
Assim, se iniciam os jogos que irão ser gravados 24horas por dia e onde muitas serão as provações, nesta luta constante pela sobrevivência.

Gostei bastante do livro, desde o conceito em si, que para mim é novidade, pois nunca li nada com um tema semelhante, ao facto de ser deveras interessante o contraste entre o Capitólio e os restantes distritos, que me fez lembrar, em certa medida, os Países mais e menos desenvolvidos, pois no Capitólio existe grande abundância, onde tudo é um dado adquirido e nos restantes distritos a realidade é muito desanimadora, onde as pessoas passam fome e têm de lutar ao máximo para conseguir subsistir.

As personagens são interessantes e senti que não havia muita dificuldade em sentirmo-nos agarrados a elas. Katniss, confesso que me agarrou desde logo, pela sua história de vida, pela sua perseverança e determinação. É verdade que houve momentos, um tanto ou quanto, “irritantes” da parte dela, mas não nos podemos esquecer que se trata de uma adolescente, com o peso do mundo aos ombros. Peeta, por sua vez, era mais misterioso e embora tivesse conseguido perceber os seus intuitos desde o primeiro momento, para Katniss foi um pouco mais complicado percebê-lo. Aspecto que não ligo tanto ao facto de ela ser ingénua, mas mais por ser mais simples percebermos a verdade das coisas quando nos encontramos de fora. Gale foi alguém muito pouco desenvolvido neste livro e que espero ver mais nos seguintes volumes, porque o considero misterioso e ao mesmo tempo interessante, em parte pela adoração que Katniss possui por ele.

Outro factor que me agradou muito foi a escrita simples, bastante fluida e completamente inebriante da Suzanne Collins. O facto de Katniss ser a nossa narradora leva-nos a sentir os acontecimentos de forma muito intensa e a sentirmos uma grande vontade de saber sempre mais. A junção de todos estes elementos levaram-me a ler o livro de uma assentada, até porque é um livro difícil de largar.

O aspecto negativo a ressalvar da obra é, para mim, os momentos retratados de modo muito rápido e que gostaria, sem dúvida, de ter conseguido mais pormenores, mais concretamente nos “Jogos de Fome”. Contudo, compreendo que sendo um livro dirigido para um público mais jovem esse facto se justifica.

“Os Jogos da Fome” foi, desta forma, um livro que me agradou muito, pela sua linguagem fluida e cativante, pelo mundo absorvente e personagens interessantes, que termina completamente em aberto, o que me levará a ler os seguintes volumes num futuro próximo.


Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)