Nome: "A promessa de Kushiel"
Autora: Jacqueline Carey
Páginas: 360
Colecção: Bang!
Editora: Saída de Emergência
Sinopse: Phèdre está presa e na iminência de se entregar à morte. Mas os deuses ainda não deram a sua missão por terminada... Um golpe do destino restitui-lhe a liberdade, e a misericórdia permite-lhe sobreviver a uma morte quase certa. Mas, embora a traição que pesa sobre o trono de Terre d'Ange tenha o seu desfecho iminente, Phèdre vê-se empurrada para longe da sua pátria, para terras desconhecidas e múltiplos perigos... Desespero, dor, traição, expiação... mas também prazer, júbilo, amizade e redenção. Cativa em terra estrangeira, sem o seu Companheiro Perfeito e os seus chevaliers, todos parecem querer impedi-la de salvar a sua rainha da ameaça que sobre ela paira. Mas, escrevendo direito por linhas tortas como fazem os deuses, Naamah, Kushiel, Cassiel e Asherat-do-Mar parecem conspirar para um culminar dramático em La Sereníssima. Triunfarão a honra e a justiça sobre as forças de cobiça e ambição? Logrará Phèdre denunciar os traidores que ameaçam Terre d'Ange e trazer a paz de novo à sua amada pátria? E ao seu coração atormentado?
Opinião: O anterior volume havia terminado de tal forma, que nos suscitava bastante interesse quanto ao desenrolar da estória ou não estivesse Phèdre colocada em apuros, prisioneira e no limar da loucura.
Nesta obra, continuam as peripécias, voltamos a constatar a força de vontade e tenacidade desta incrível personagem e de mais uma missão extremamente delicada, que só Phèdre poderá levar a cabo.
Jacqueline Carey é sem dúvida uma incrível contadora de estórias, em que sempre que embrenhamos no seu mundo, nos vemos rendidos ao mesmo. A forma como a autora cria suspense a cada descoberta; as personagens extremamente bem construídas que não nos deixam, de forma alguma, indiferentes; a todas as intrigas palacianas, que nos conseguem cativar e até surpreender.
Em termos de personagens gosto bastante da Phèdre, sendo a minha personagem preferida na trama. Não só por ser a personagem principal e quem acompanhamos ao longo da narrativa, mas pela sua maneira de ser e encarar a vida, a forma como luta sempre, mesmo quando as coisas se tornem deveras difíceis, continua a lutar sempre pela possibilidade de concretizar aquilo em que acredita.
Josceline, que na obra passada me fez “torcer o nariz” a algumas das suas atitudes, mas que nesta obra me surpreendeu pela positiva e que me deixou estarrecida com algumas das suas atitudes.
Nesta obra são nos apresentadas novas personagens, das quais destaco Kazan, que por detrás do ar de duro, é uma pessoa com um grande coração e que ajudou muito Phèdre a ultrapassar as várias missivas que teimavam em atravessar-se no seu caminho.
Para mim o ponto negativo seria, provavelmente, o facto de ser um pouco previsível, pois suspeitava que as coisas iriam acabar por ser daquela forma.
Em suma, foi muito bom voltar a ler algo desta autora, que volto a afirmar que se tornou das minhas preferidas; poder descobrir um pouco mais das intrigas do mundo de Phèdre e de quão corajosa ela consegue ser. Tendo-se tornado ao longo destes últimos volumes, numa das minhas sagas preferidas, por ser uma obra extremamente viciante, que nos envolve do princípio ao fim.
Avaliação: 4/5 (Gostei bastante!)

