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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Wicked Lovely - Tatuagem


Nome: “Wicked Lovely – Tatuagem”

Autora: Melissa Marr

Nº de Páginas: 272

Editora: Saída de Emergência

Sinopse: “Leslie, de dezassete anos, não sabe nada sobre fadas nem sobre as suas lutas obscuras pelo poder. Quando se sente atraída por uma tatuagem estranhamente bela, só sabe que tem de a ter, convencendo-se de ter encontrado um símbolo tangível das mudanças de que precisa desesperadamente na sua vida. A tatuagem traz mesmo mudanças - não do tipo que Leslie sonhou, mas mudanças sinistras e irresistíveis, que ligam Leslie a Irial, um rei das fadas tenebroso e temível que luta pela alma da sua corte. Aos poucos, Leslie é arrastada cada vez mais para dentro do mundo feérico, incapaz de resistir ao seu fascínio e de compreender os seus perigos... Melissa Marr dá seguimento aos seus contos de Fadas numa história sombria e arrebatadora de tentação e consequências, e de heroísmo quando menos se espera.”

Opinião: Depois de ter visitado a anterior obra de Melissa Marr, “Amores Rebeldes” iniciei este segundo volume da saga Wicked Lovely, com a mesma sensação com que tinha começado esta saga. Com um misto de apreensão porque o anterior volume não me havia prendido sobremaneira e com alguma expectativa por descobrir o que se passaria seguidamente.

Ao passo que em “Amores Rebeldes” o livro era caracterizado por uma atmosfera mais alegre, mais viva, como só a Corte do Verão consegue ser, neste volume é-nos apresentada a Corte das Trevas, um mundo mais negro, tenebroso, onde a maldade é uma realidade.

Leslie é uma jovem de 17 anos, amiga de Aisilinn, com uma vida conturbada desde que a sua mãe faleceu, o pai é alcoólico e o irmão traficante de droga. Como se não bastasse o facto de ter de gerir todos estes problemas, de ter de trabalhar para poder gerir a casa, carrega também consigo um segredo que a atormenta, por detrás do seu ar alegre e despreocupado com que presenteia os outros. Com o intuito de revindicar a única coisa que ainda é sua por direito, o seu corpo, decide fazer uma tatuagem, contudo a mesma traz consigo implicações que esta jovem desconhece, pois ao fazer a tatuagem ficará ligada a Irial, o Rei da Corte das Trevas.

Novamente achei interessante o mundo das fadas, a existência de diferentes cortes, de diversas fadas com deveres a elas agregados e o modo como a Corte das Trevas revindica um humano, para que este faça parte da mesma. Quanto ao triângulo amoroso, tenho de confessar que Irial não me convenceu plenamente, tal como Keenan não me havia fascinado muito no anterior volume, contudo gostei bastante de Niall, pelo seu passado e pela sua maneira de ser.

Relativamente às personagens, enquanto no anterior volume a autora pecava na caracterização da personagem principal, neste volume penso que foi melhor sucedida, por nos ser apresentada uma personagem com uma história de vida triste, porém com bastante garra, uma lutadora, que tenta ao máximo manter-se à tona apesar de tudo o que se passa na sua vida. Niall, conselheiro de Kennan, foi das minhas personagens preferidas, pois esteve inserido noutra Corte, antes de ser parte integrante da Corte do Verão, o que o marcou profundamente, tanto em termos físicos como psicológicos. Demonstrou ser um homem de honra, capaz de tudo por Leslie, mesmo que o mais acertado, somente o fizesse sofrer.

O aspecto negativo que encontro centra-se na caracterização do Rei das Trevas, pois era caracterizado inicialmente como sendo realmente mau, detestável, como a sua Corte o é efectivamente, contudo à medida que a trama avança, não provoca qualquer dano. Na anterior obra a autora também pecou neste sentido, portanto desejo que futuramente nos sejam apresentados vilões mais reais, que nos consigam transmitir todos os sentimentos inerentes à sua condição.

Com uma escrita acessível e compulsiva, Melissa Marr apresenta-nos em “Tatuagem” uma obra mais cruel, negra, que nos apresenta outro lado do mundo das fadas. Uma obra leve, que não requer muito do leitor, mas que poderá agradar aos amantes destas criaturas sobrenaturais.

Avaliação: 3/5 (Gostei!)

domingo, 24 de junho de 2012

Wicked Lovely - Amores Rebeldes



Nome: "Wicked Lovely - Amores Rebeldes"

Autora: Melissa Marr

Nº de Páginas: 273

Editora: Saída de Emergência

Sinopse: "REGRA # 3:

Não olhar para fadas invisíveis.
Desde que nasceu, Aislinn sempre viu fadas. Poderosas e perigosas, elas caminham ocultas entre os mortais. Aislinn tenta passar despercebida pois estes seres não gostam de ser descobertos e costumam castigar com crueldade as pessoas que detectam a sua presença.

REGRA # 2:
Não falar com fadas invisíveis. Agora as fadas perseguem Aislinn. O rei das fadas Keenan, aterrorizante e sedutor, tenta cativar Aislinn, fazendo perguntas que ela tem medo de responder.

REGRA # 1:
Nunca chamar a atenção delas. Agora é tarde demais... Keenan, o Rei do Verão anda numa busca incansável pela sua rainha há nove séculos e está determinado a converter Aislinn na sua rainha a qualquer custo.

Quando as regras secretas que sempre a tinham protegido deixam de funcionar, de repente está tudo em risco: a sua liberdade; o seu melhor amigo, Seth; a sua vida; tudo. Intrigas sobrenaturais, amores mortais, e confrontos entre reis antigos e expectativas modernas cruzam-se no enredo deste espantoso conto de fadas que Melissa Marr imaginou para o século vinte e um."


Opinião: Iniciei « Amores Rebeldes », primeiro volume da saga Wicked Lovely de Melissa Marr, com um misto de expectativa e apreensão, devido à divergência de opiniões. Adquiri os dois primeiros volumes, ainda assim, devido a uma campanha em vigor no verão do ano passado, em que na compra do primeiro e segundo volume Mercy Thompson de Patricia Briggs, ofereciam o segundo e primeiro volumes, respectivamente, de Melissa Marr.
                                                    
Aisilinn é uma jovem de 17 anos, que vive com a avó desde sempre, pois a sua mãe morreu quando nasceu. Ao contrário dos outros humanos esta jovem vê fadas, que se mantêm ocultas a menos que o desejem. Para sua segurança tem de seguir certas regras, que foram encutidas pela avó, para sua segurança de modo a que as fadas não saibam que as pode ver. Contudo, tudo se torna mais complicado, quando Keenan, o Rei do Verão, acredita que ela poderá ser a Rainha do Verão, que irá ajudar a descongelar o mundo e consequentemente a fazer frente à Rainha do Inverno, sua mãe.

Considerei a história das fadas interessantes, o facto de as mesmas serem diferentes daquilo que estamos habituados,  algumas lindas, outras monstruosas, mas do tamanho dos humanos. Gostei também da história entre o bem e o mal, contudo a relação entre Keenan e Aisilinn não me conseguiu convencer, muito por ser uma relação meramente de acordo e não de amor, pois ambos gostavam de outras pessoas, Aisillin de Seth e Keenan da Menina do Inverno.

Relativamente às personagens, não considerei Aisilinn deveras interessante, tendo sido o seu protagonismo menos importante, em detrimento de Seth e da Menina do Inverno, por exemplo. Considero que deveria ter sido mais desenvolvida, de modo a sentirmo-nos mais ligados a ela, do que aquilo que realmente sucedeu. Seth foi, para mim, a minha personagem preferida, pela sua personalidade, pelo facto de ser um pilar para Aisilinn, tendo sido muito fácil gostar dele. Tal como Aisilinn sentia necessidade de estar junto dele, também nós leitores sentimos esse impulso para o conhecer melhor. Quanto a Keenan também não consegui sentir-me muito ligada a ele, se calhar devido ao que mencionei anteriormente, à ligação que tem na história, em que a relação com Aisilinn é meramente acordal e não de amor. A Menina do Inverno foi das personagens mais fortes do livro, pela sua história de vida, pela força que tinha e pelo amor que sentia por Keenan, que era deveras bonito.

Os aspectos negativos que encontro foi o desfecho demasiado rápido dado à Rainha do Inverno porque depois de tudo o que se passou e de toda a sua força, esperava algo mais grandioso. A história da mãe de Aisilinn, que nos foi dada de modo demasiado rápido e precoce, gostaria de ter conhecido melhor tanto o que ela era, como o que motivou a sua vida. O outro aspecto a focar seria as personagens Keenan e Aisilinn que gostaria que tivessem sido mais desenvolvidas e contextualizadas.

Com uma escrita bastante acessível, a obra prende-nos pela sua simplicidade, mas também pela apresentação gráfica dos capítulos, que é bastante bonita, e ao surgimento de lendas do mundo das fadas, no início de cada capítulo, que tornam a obra ainda mais aprazível.

Wicked – Lovely – Amores Rebeldes é, deste modo, uma história simples, mas cativante, que se lê numa assentada e que me levará a ler a sua continuação num futuro próximo.

Avaliação: 3/5 (Gostei!)