Tenho noção que a minha opção para o dia de hoje não é de todo unânime, até porque devo ser das poucas pessoas que não gostaram muito deste livro, no entanto é, no meu ponto de vista, o livro que mais merece ocupar esta categoria.
"A cabana" de Wm. Paul Young retrata o questionamento de Mack para com a existência de Deus. Mack sempre foi céptico para com a existência de uma Entidade Divina, cepticismo este que aumenta quando ao ir acampar com os seus três filhos, se vê confrontado com o rapto da sua menina mais nova. Quatro anos mais tarde, Mack, que se encontra emergido numa depressão, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, para que vá à cabana, onde a sua filha foi raptada. Ao chegar à mesma, vê o seu interior modificado e com três hóspedes Deus, Espírito Santo e Jesus, que aparentemente vieram para lhe ensinar a ser uma pessoa mais compreensiva e fácil de amar.
Gosto de acreditar que existe alguém que olha por mim e que muitas das provações que passo não são em vão, pois todos precisamos de sentir que alguém nos ouve e que não estamos sós nesta demanda, mas ao mesmo tempo sou céptica, porque sinto que foi o Homem que criou Deus, para não se sentir desamparado. (Ponto de vista estranho, eu sei. :p)
Poderia encarar este livro como fantasia pura e dura, mas talvez por ser um tema que me é sensível, não consigo deixar de pensar no meu lado que coloca a existência desta Entidade em causa e de pensar quão fantasioso o livro se encontra, desde à carta, a todo o desenvolvimento do livro.
Tenho de admitir que tem momentos bonitos, em que é defendido que saber perdoar é uma qualidade e que fazer o bem, só nos poderá trazer coisas boas. Tal como o facto de Deus ser uma senhora negra, o Espírito Santo ser uma Chinesa e Jesus um rapaz oriundo do Médio Oriente, é uma mais-valia, pois coloca de parte preconceitos.
Assim, é considerado, por mim, como “Livro Sobrevalorizado” por ter vendido inúmeros livros, tendo estado no top de livros mais vendidos durante bastante tempo e em vários países, mas que infelizmente não me preencheu as medidas.
Contudo, conto um dia reler este livro e quem sabe se não mudarei de ideias?!