terça-feira, 19 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia7: Livro que te desiludiu


Esta categoria foi um pouco difícil de eleger, pois tive um pouco indecisa. Todavia, pensando bem nos livros que já li e das expectativas que tinha para eles, se calhar elegeria o “Sangue Furtivo”, que é o quinto volume da saga Sangue Fresco, como mencionei ontem.
O anterior volume “Sangue Furtivo” é, tendo em conta os seis livros que li da saga, o meu preferido, por ter sido a “concretização” das minhas expectativas relativamente ao casal da trama e possivelmente as de muitos dos outros leitores.
Assim, parti para a leitura deste quinto volume com grandes expectativas e poderá ter sido por isso que me desiludiu. Não sei bem o que esperava deste volume, mas fosse o que fosse, não o consegui sentir enquanto o lia, sendo, para mim, uma grande quebra de um volume para o outro.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 6: Livro que leste mais vezes


Penso que o livro que reli mais vezes foi o primeiro volume da Saga Sangue Fresco. Isto porque sempre que saia um novo volume no mercado, tinha a propensão de reler os anteriormente publicados.
Lembro-me de ter feito isto até ao quinto volume “Sangue Furtivo”, mas depois acabei por deixar de o fazer. Por um lado porque o número de livros por ler começaram a aumentar e por ter lido passado poucos meses o sexto volume e ainda ter a estória bastante fresca na memória.
(Hoje tendo três livros em atraso, não digo que releia os anteriores, mas pelo menos um resumo na Net, lá terá de ser. :P)

domingo, 17 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 5: Livro que levarias para uma ilha deserta

Para o dia de hoje elejo um dos meus livros preferidos e dos que mais me tocaram até hoje.

“Nunca me esqueças” de Lesley Pearse foi o primeiro e único Romance Histórico que li, tendo sido um livro que me marcou e que me transmitiu uma grande lição de vida.
A obra de Pearse é baseada em factos verídicos, retratando a vida de Mary Broad, que é incutida por um grupo de raparigas, que fingiam ser suas amigas, a roubar um chapéu numa boutique. Contudo, o assalto não corre bem e Mary é apanhada em flagrante. Como punição é deportada num navio, juntamente com mais de uma centena de pessoas, para uma ilha deserta (a actual Austrália).
Quando é deportada Mary vê-se confrontada com vários desafios, inicialmente na viagem para a ilha, onde só a sua força de vontade e de viver é que a permitem sobreviver e dar alento aos restantes que a rodeiam também a lutar; a todos os contratempos porque passa ao longo da obra e todas as suas perdas.

Adorei esta obra muito devido a esta personagem incrível, possuidora de uma força soberba, pois foi alguém que sofreu inúmeros infortúnios, mas que graças à sua perseverança conseguiu sempre ultrapassar estes maus momentos.

É um livro incrível, que não deixa ninguém indiferente, por representar uma mulher com uma tenacidade e força indescritíveis. Sendo uma estória de coragem, de determinação, que enfatiza o instinto de sobrevivência e protecção.
“Nunca me Esqueças” é, desta forma, uma obra que nos marca e que nos mostra que com força de vontade e perseverança conseguimos as coisas mais improváveis. Demonstra ainda que a esperança deve sempre a última a morrer.
Assim, penso que seria a escolha ideal para levar para uma ilha deserta, por um lado por demonstrar o que esta mulher incrível atravessou numa ilha, que aparentemente pouco tinha para lhe dar; o que fez para contornar esses mesmos problemas; mas também por nos transmitir força para lutarmos por aquilo em que acreditamos.

sábado, 16 de julho de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 4: Livro Sobrevalorizado

Tenho noção que a minha opção para o dia de hoje não é de todo unânime, até porque devo ser das poucas pessoas que não gostaram muito deste livro, no entanto é, no meu ponto de vista, o livro que mais merece ocupar esta categoria.


"A cabana" de Wm. Paul Young retrata o questionamento de Mack para com a existência de Deus.
Mack sempre foi céptico para com a existência de uma Entidade Divina, cepticismo este que aumenta quando ao ir acampar com os seus três filhos, se vê confrontado com o rapto da sua menina mais nova. Quatro anos mais tarde, Mack, que se encontra emergido numa depressão, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, para que vá à cabana, onde a sua filha foi raptada. Ao chegar à mesma, vê o seu interior modificado e com três hóspedes Deus, Espírito Santo e Jesus, que aparentemente vieram para lhe ensinar a ser uma pessoa mais compreensiva e fácil de amar.
Gosto de acreditar que existe alguém que olha por mim e que muitas das provações que passo não são em vão, pois todos precisamos de sentir que alguém nos ouve e que não estamos sós nesta demanda, mas ao mesmo tempo sou céptica, porque sinto que foi o Homem que criou Deus, para não se sentir desamparado. (Ponto de vista estranho, eu sei. :p) 
Poderia encarar este livro como fantasia pura e dura, mas talvez por ser um tema que me é sensível, não consigo deixar de pensar no meu lado que coloca a existência desta Entidade em causa e de pensar quão fantasioso o livro se encontra, desde à carta, a todo o desenvolvimento do livro.
Tenho de admitir que tem momentos bonitos, em que é defendido que saber perdoar é uma qualidade e que fazer o bem, só nos poderá trazer coisas boas. Tal como o facto de Deus ser uma senhora negra, o Espírito Santo ser uma Chinesa e Jesus um rapaz oriundo do Médio Oriente, é uma mais-valia, pois coloca de parte preconceitos. 
Assim, é considerado, por mim, como “Livro Sobrevalorizado” por ter vendido inúmeros livros, tendo estado no top de livros mais vendidos durante bastante tempo e em vários países, mas que infelizmente não me preencheu as medidas.
Contudo, conto um dia reler este livro e quem sabe se não mudarei de ideias?!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

BD Voyager - Tomo I





Título: Voyager -Tomo I

Nº de Páginas: 68 Páginas a cores

1ª edição - tiragem 200 exemplares


Descrição: São 68 páginas que compilam os treze web-episódios divulgados aqui neste blogue, mais uma aventura totalmente inédita de 36 páginas que mostra o ponto de viragem na vida do nosso viajante e marcará o início de um novo ciclo de aventuras.
Para além das aventuras em formato de BD, o primeiro tomo, inclui 14 páginas de extras onde é explicado o nosso processo criativo, desde as fontes de inspiração aos esboços, chegando à arte final. Desenvolve-se ainda alguns conceitos explorados no conto grande.
Em resumo, o tomo I reúne motivos suficiente para experimentar um bom momento de leitura.


Opinião: Para ser sincera, sou uma inculta, no que ao mundo da BD diz respeito, mas vinha a acompanhar o blog do Voyager e fiquei estarrecida com alguns dos excertos que o Rui Ramos tornou disponíveis. Acreditei, desde logo, que iria ser uma surpresa agradável, pois já havia visto desenhos do Rui e lido contos seus e sei que é uma pessoa cheia de talento.

Inicialmente "custou-me" um pouco a ler, pois não estou habituada a ter de ler determinada fala e “estudar o desenho” ao mesmo tempo. (Nas primeiras duas folhas aconteceu-me ler somente os diálogos, sem prestar atenção à parte gráfica e quando dei por isso, tive de voltar atrás.) Contudo foi algo rapidamente ultrapassado e acabei por gostar bastante da BD. Tanto pela estória em si, que é interessante, mas também porque a parte visual é incrível. Apanhei-me a babar para os comics, pelo facto de serem realmente estupendos, com pormenores maravilhosos.
Gostei do detalhe de na BD não serem atribuídos nomes às personagens, o que torna possível uma globalização da mesma, isto é, dá a sensação que aquela personagem poderia ser qualquer um de nós. Por exemplo, a “Mãe” da BD, representa todas as mães do mundo, que são capazes de coisas impensáveis por amor aos filhos.
Em termos de personagens, gostei bastante do nosso amigo viajante com as suas peripécias, mas também do “Homem misterioso” que possui um enorme potencial. Espero ansiosamente a continuação do Voyager, para saber o que se passará entre estes e qual a verdadeira função deste último senhor.
Adorei ver os extras e perceber um pouco melhor como nasceram determinadas personagens e achei interessante o modo como se desenham em 3D as naves.
Em suma, só posso dar os parabéns ao talentoso Rui pelo brilhante trabalho e a todos os seus companheiros.

Avaliação: 4/5 (Gostei bastante!)