Nome: “A Culpa é das Estrelas”
Autor: John Green
Nº de Páginas: 256
Editora: Edições ASA
Sinopse: “Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor
que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que
não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante
do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos
com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história
de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.”
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.”
Opinião: John Green é um vlogger,
juntamente com o seu irmão, e escritor de livros para jovens adultos. Autor de
vários bestsellers do The New York Times recebeu os prémios Michael L. Printz Award e o Edgar Award, tendo sido inclusive por
duas vezes finalista do L. A. Times Book
Prize.
“A Culpa é das estrelas” é a sua
sexta obra, tendo sido lançada em 2012. Nesta obra somos apresentados à jovem
de 17 anos, Hazel, que é uma doente terminal. Após lhe ter sido diagnosticado
cancro nos pulmões, sem cura, esta jovem consegue estabilizar devido ao
surgimento de um medicamento experimental, contudo a doença será sempre uma
realidade na sua vida, estando condicionada a realizar somente algumas
actividades.
Com receio que a filha não aceite da melhor forma a sua condição de
vida, os pais de Hazel instigam-na a frequentar um grupo de apoio a jovens com
cancro, onde faz vários amigos. É neste grupo que conhece um rapaz, Augustus,
que além de ser lindo aos seus olhos, ainda parece sentir um enorme fascínio
por si, embora esta jovem tenha dificuldade de compreender porquê. Também este
jovem foi portador de um cancro, que inclusive lhe levou à amputação de uma
perna, encontrando-se há 14 meses sem qualquer ressurgimento de cancro. Embora Hazel tenha receio de sobrecarregar mais uma pessoa com a possibilidade da sua morte é,
deste modo, que estes dois jovens se tornam amigos e que mais tarde começam uma
relação.
Confesso que esta foi das
opiniões mais difíceis que tentei escrever. Por diversas vezes pensei em passar
para o papel o que senti ao desfolhar esta incrível obra, sem que nada do que
idealizasse me parecesse acertado ou digno da obra de John Green. É um livro
difícil de descrever, daquele género que sentimos que elogios nenhuns que
possamos fazer o conseguem definir como ele merece. A verdade é que adorei e
que me fez sentir de mil e uma maneiras, arrebatando-me completamente com as
mensagens e personagens fantásticas que contém.
Ao embrenhar neste livro somos
confrontados com diversos temas. Desde os mais ligeiros, as amizades que
fazemos ao longo da vida e que acabam por ser a nossa sustentabilidade; o
primeiro amor, portador de imensos sentimentos, que nos transmite a possibilidade
de poder ser para sempre. Aos mais sensíveis, como o cancro, o que o mesmo significa
para a pessoa que o tem, o receio de não recuperar, a tristeza de não saber se
o dia de amanhã será bom ou não, ao facto de se sentir que não se pode confiar
no nosso próprio corpo. Mostrando-nos também o papel do familiar e do amigo,
que sente uma impotência enorme porque não pode fazer nada para ajudar o
doente, tal como a tristeza de ver os que amamos sofrer. Também nesta obra
somos confrontados com a perda do primeiro amor e a morte de alguém que nos é
especial, que novamente é dos sentimentos mais desgastantes e angustiantes.
Esta obra foi, sem dúvida, uma
verdadeira caixinha de surpresas. Embora tivesse acompanhado inúmeras opiniões
fantásticas, que inclusive me levaram a adquiri-la, não esperava sentir-me tão
apegada a estas personagens e sentir tantas emoções em simultâneo, pois tanto
me fez chorar como soltar uma gargalhada borbulhante e não há nada mais
fantástico do que um livro que nos faz sentir desta forma.
A história entre Gus e Hazel foi
igualmente maravilhosa, uma incrível ternura. Adorei os momentos vivenciados
entre este casal, o modo como Gus tentou conquistar Hazel e o modo como se
tornaram inseparáveis. Ambos os personagens são de tal modo reais, com
histórias de vida cativantes e enternecedoras, que tanto nos faziam sorrir de
contentamento por os acontecimentos lhes correrem bem, como nos faziam
emocionar por a vida ser ingrata para com eles. Li recentemente uma opinião
sobre esta obra que defendia que estes personagens se tornam quase como nossos
amigos ao longo desta jornada e é a mais pura das verdades, vivemos de modo
pleno os acontecimentos que lhes sucedem quase como se fossem nossos.
Numa escrita fluída,
enternecedora e tremendamente cativante, John Green apresentam-nos a descoberta
do primeiro amor, a perda de alguém que amamos e a realidade do que é ser
portador de cancro.
"A culpa é das Estrelas" é, deste modo, uma obra mágica, portadora de um enorme role de
sentimentos, que agradará certamente aos amantes deste género de obras.
Frases a reter: "O consolo fácil não é reconfortante."
"Não podemos escolher se somos ou não magoados neste mundo, mas temos algo a dizer sobre quem nos magoa."
Frases a reter: "O consolo fácil não é reconfortante."
"Não podemos escolher se somos ou não magoados neste mundo, mas temos algo a dizer sobre quem nos magoa."
Avaliação: 5/5 (Adorei!)


