sábado, 24 de setembro de 2011

Frases Mágicas (2)



"Guarda na tua pequenina mente, no teu virgem coração, os momentos felizes de agora e, quando má ela chegar e te fizer chorar, viverás recordando horas felizes que o tempo levou.”
in "A mulher do capitão" de Ludgero Nascimento dos Santos

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Descobri que te amo


Nome: "Descobri que te amo"

Autor: Ann E. Cannon

Nº de Páginas: 224

Editora: Marcador



Sinopse: "Toda a gente tem segredos…
Ed é Sergio,ou é o contrário?Scout adora romances sentimentais…e Ed.Quark parece nunca se aperceber das pessoas à sua volta,até finalmente se apaixonar por…Scout.E o que esconde Elle,a rapariga dos sonhos de Ed?Uma história doce sobre a vida e o amor. Quatro vidas que se cruzam,quatro histórias de amor que nos levam a uma pergunta fundamental:será que o verdadeiro amor se esconde no seio de uma grande amizade?"


Opinião:  Ed McIff, a nossa personagem principal, é o típico adolescente com uma auto-estima baixa e que acredita que ninguém interessar-se-á alguma vez por ele, até ao dia em que Ellie, a rapariga dos seus sonhos, o aborda no seu local de trabalho, onde usa uma placa identificativa que o denomina como sendo Sérgio. Quando Ellie o trata desta forma, Ed nada diz e começa a pensar e agir como o ‘Sérgio’ que idealizou, alguém mais descontraído e mais corajoso que o Ed.


Apaixonada por Ed, ao contrário do que ele poderia alguma vez idealizar, temos Scout, a sua melhor amiga e apaixonado por ela, o melhor amigo de Ed, Quark.

Nesta obra temos assim, quatro jovens muito distintos, mas todos com algo em comum, encontram-se apaixonados, à espera de uma oportunidade de serem felizes.

Ed foi uma personagem que gostei muito porque tinha uma auto-estima baixa, não acreditava muito nele próprio, mas ao fim ao cabo duas raparigas fantásticas encontravam-se interessadas nele. Este facto demonstra quão depreciativos poderemos ser para nós próprios. Além disso gostei da sua relação com a irmã mais nova, porque andavam sempre à bulha, mas no fundo ele adorava-a, de tal forma que um dia assusta-a e para a compensar vai-lhe comprar uma prenda. Ambos os aspectos fizeram-me lembrar um pouco de mim e por isso foi das personagens que mais gostei de conhecer ao longo do livro.

A Scout a típica Maria – Rapaz, que os amigos costumam considerar como um igual, também ela com uma auto-estima um pouco influenciada, e extremamente querida, ao ponto de estar disposta a abdicar da sua felicidade por alguém de quem gosta.

O Quark, que se viu abandonado muito cedo pela mãe e que desde esse ponto deixou o basquetebol que era uma das suas paixões e se tornou num nerd. Este representa as vezes em que nos apaixonamos sem darmos por ela, em que as paixões são intensas e deveras repentinas.

Por fim, a Ellie a menina bonita, loira de olhos castanhos, esbelta, com quem todos os rapazes sonham um dia namorar, mas que tem um passado triste. Representando as desilusões amorosas porque passamos e os momentos menos bons que temos de atravessar até encontrar alguém que nos faça feliz.

Gostei bastante do livro porque me fez rir inúmeras vezes e no fundo fez-me bem à alma e afirmo isto, pois soube-me muito bem lê-lo. 


Um livro levezinho, mas carregado de ternura, óptimo para descontrair e passar um bom bocado.


“Desobri que te amo” poderia ser descrito numa única palavra, doce!


Avaliação: 4/5 (Gostei bastante!)


domingo, 18 de setembro de 2011

A Mulher do Capitão


Nome: "A Mulher do Capitão"

Autor: Ludgero Nascimento dos Santos

Nº de Páginas: 224

Editora: Alfarroba


Sinopse: "Um Romance intenso, apaixonante, que transporta o leitor a um tempo de amores proibidos e sentimentos fortes, mas também de relações de aparências, guerra e morte.Porque há histórias de amor que têm de ser contadas."


Opinião: Diana é uma criança feliz e sonhadora, até ao momento em que perde os seus pais e se vê só e desamparada na vida. Obrigada a abdicar do seu curso de medicina, procura emprego na casa de uma família rica, com o intuito de um dia voltar a fazê-lo, mas conhece o Capitão Alfredo, que a pede em casamento, num património que não é mais que uma troca entre ambas as partes. Ao partir para África conhece o Alferes Luís, que lhe ensinará a verdadeira acepção da palavra amor.

Embora me tenha custado um pouco entrar na estória, muito possivelmente por ainda estar demasiado emersa no último livro que li, e me tenha custado um pouco habituar à escrita do autor, foi um livro que gostei. Gostei da estória de amor entre a Diana e o Alferes Luís, que nos forneceu a ideia que poderia realmente ter acontecido e que estas pessoas poderiam ter realmente existido.

Foi muito interessante poder conhecer um pouco mais os acontecimentos da Guerra Colonial, onde presenciamos os momentos de incerteza que se faziam sentir naquela altura. Percebemos que foi uma guerra desigual, onde povos amigos e irmãos tiveram de combater uns contra os outros, em benefício dos seus patrões e ficamos também a conhecer um pouco mais o povo angolano, a sua simplicidade, o seu amor e adoração às pessoas que amam.

“A mulher do capitão” é assim um livro com uma linguagem simples, escrito de forma muito bonita e sincera; uma estória de amor possível, polvilhada de algum mistério, que me agradou especialmente.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um livro, uma adaptação - True Blood (4ª Temporada)

 



Há algum tempo acalentava abrir uma rubrica onde pudesse falar sobre as adaptações cinematográficas dos livros que vou lendo ao longo dos tempos e como terminei ontem de ver a quarta temporada de "True Blood" achei que seria uma boa forma de a começar


Embora sejam raras as vezes em que vejo uma adaptação que possa dizer que apreciei verdadeiramente, gosto sempre de ver a maneira como a estória é utilizada e se o modo como idealizei as personagens e acontecimentos são ou não muito distintos do realizador.


Esta série foi uma das minhas sagas preferidas até ao início da terceira temporada, onde comecei a achar que o Alan Ball, realizador da série, se encontrava a distorcer demasiado a estória, de tal modo que a trama já se encontrava bastante distinta das obras.

Gostaria de dizer que isso não aconteceu nesta quarta temporada e que gostei da adaptação, mas se o dissesse mentiria. Sou apologista que as séries, sendo inspiradas em livros, devem ser minimamente semelhantes, o que, com muita pena minha, não tem acontecido. :(

Os aspectos positivos desta temporada não são para mim muitos. Gostei do futuro dado ao Lafayette, pois achei interessante o facto de ele ter um dom e gostei também da personagem Jessica, que é sempre uma mais-valia para a série e de quem é fácil gostar. Sei que o primeiro deveria ter falecido na segunda temporada e a Jessica não deveria ter sido criada, mas, ao fim ao cabo, foram das personagens que mais me agradaram.

Os aspectos negativos são que a adaptação não é, nem pouco mais ou menos, fidedigna à série. Já ouvi pessoas dizerem que estamos demasiado ligados aos livros e que deveríamos pensar só na serie, mas embora houvesse tentado fazê-lo, é impossível abstrair-me do facto de não ter quase nada a ver com a saga que lhe deu origem. Achei que o futuro do Jason não deveria ter sido modificado da forma que foi, pois a minha questão é que futuro lhe será dado a partir de agora que o Ball modificou o rumo da sua vida. Não gostei da forma como o realizador geriu a relação entre o trio da trama, porque nunca na vida o Bill e o Eric *spoiler* dariam a vida para proteger a Sookie *fim do spoiler* por muito amor que possam nutrir por ela. Começa-me a cansar um pouco o facto de o Bill continuar a ser visto como o bom da fita, tendo em conta que a partir do segundo livro da saga o vemos raras vezes.

A ideia que fico com a temporada terminada é que esta série se irá tornar cada vez menos parecida com os livros e que a Sookie acabará por escolher o Bill, pois o Ball faz crer a quem não leu que é um santo. Como fã da saga estou desiludida com o rumo que a série está a levar e tenho sérias dúvidas se verei a seguinte temporada…


E vocês já viram a temporada? O que acharam da mesma?! :)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Antes de Adormecer


Nome: "Antes de Adormecer"

Autor: S. J. Watson

Nº de Páginas: 344

Editor: Livraria Civilização Editora


Sinopse: "Durante o sono, a minha mente apagará tudo o que fiz hoje. Amanhã acordarei como acordei hoje de manhã.

A pensar que ainda sou uma criança. A pensar que tenho toda uma vida de escolhas pela frente… As memórias definem-nos. O que acontece se perdemos as nossas memórias cada vez que adormecermos? O nosso nome, a nossa identidade, o nosso passado, até mesmo as pessoas de quem gostamos – tudo perdido numa noite. E a única pessoa em quem confiamos poderá estar a contar-nos apenas metade da história.
Bem-vindos à vida de Christine."



Opinião: Christine, de 47 anos, sofre de uma amnésia rara que a impossibilita de armazenar memórias por mais do que 24 horas. Assim, todas as manhãs desperta julgando, na maioria das vezes, possuir somente 20 anos, altura em que teve o acidente que a deixou em tal estado. Todos os dias da sua vida acorda junto de um desconhecido que diz ser seu marido e reaprende novamente a sua estória e o que perdeu nos últimos anos.

Christine é contactada por um médico, Dr. Nash, que pretende realizar um estudo sobre ela e consequentemente ajudá-la a restituir a sua memória. Desta forma, sugere-lhe que comece a escrever um diário onde possa registar o que faz ao longo dos seus dias e o que descobre ou se lembra ao longo dos mesmos.

Desde que ouvi falar acerca deste livro soube que teria de o ler, muito porque sou uma apreciadora da área da psicologia e este livro, tendo como tema central a memória, suscitou-me desde logo interesse e posso adiantar desde já que não desiludiu de forma alguma.

Gostei bastante da estória, desde o primeiro instante, em que constatamos a angústia da Christine por se ver num corpo que desconhece, por viver num mundo que lhe estranho, até ao momento em que começa a escrever os seus dias. Senti uma grande ligação com ela, não só por ser um livro escrito na primeira pessoa, mas também porque ficava contente com as suas vitórias, pelo facto de ela conseguir dia para dia, descobrir um pouco mais sobre si mesma. Senti por diversas vezes pena dela porque certamente não é fácil acordar todos os dias a sentir que anos da nossa vida foram roubados e que não nos lembramos das pessoas que mais deveríamos amar. Achei-a uma personagem interessantíssima, não só pela sua condição, mas pela forma como encarava a vida e as pessoas que a rodeavam, pois nunca sabia em quem podia ou não confiar.

Quanto às restantes personagens, o Ben, marido de Christine, foi alguém que me deixou sempre entre a sensação de empatia, pois era extremamente cordial e dedicado à mulher que amava e por sintir que não era qualquer pessoa que estaria junto do seu companheiro numa altura com esta, mas também alguma sensação de desconfiança, por nos transmitir que não queria que a mulher descobrisse o seu passado.

O Dr. Nash que sendo um médico, ainda que jovem, extremamente profissional e dedicado à sua paciente, foi fundamental para a Christine, quando lhe sugere que escreva um diário e quando a ajuda ao máximo para que ela possa ter uma vida melhor.

E, por fim, a Claire, que era a melhor amiga da Christine, até ao momento em que perdeu a memória. Embora esta personagem não tenha tanto destaque como as outras duas que mencionei anteriormente, merecia também ela ser ressalvada, porque foi essencial para a vida e melhoras da amiga.

O facto de o livro ser escrito, na sua maioria, em forma de diário tornou-o ainda mais interessante porque faz-nos quase sentir como se tivéssemos na pele da personagem principal e sentirmos as suas vitórias, medos e descobertas quase como nossas. A escrita é simples, sem grandes floreados, mas extremamente viciante, sendo quase de leitura compulsiva. Gostaria também de ressalvar o facto de o autor, mesmo sendo do sexo masculino, conseguir escrever de forma incrível no sexo oposto, exceptuando a forma como a Christine falava nas relações sexuais, que, como mulher, acho que era demasiado dura ou fria.

Em suma, “Antes de adormecer” é um thriller psicológico, extremamente cativante e portador de um final que me arrebatou e me deixou a ansiar por mais.

Avaliação: 5/5 (Adorei!)