terça-feira, 30 de abril de 2013

Aquisições de Abril

Andei a portar-me bastante bem nos últimos quatro, cinco meses, cumprindo a promessa de comprar menos livros, de modo a ler as obras que ainda tinha na estante, contudo neste mês da Abril comprei muito mais obras do que tinha idealizado. Metade das obras foram ofertas e já li boa parte, mas mesmo assim tenho de tentar conter-me futuramente.


Através da campanha da Editorial Presença que, devido ao quarto aniversário do site, ofereciam a totalidade do valor da encomenda realizada, adquiri "Guia para um Final Feliz" de Mathew Quick, "A Teia do Mundo - Os Tecedores de Saramyr" de Chris Wooding, do qual já possuía o segundo volume, mas não este, que é o início da trilogia, e "Se Eu Ficar" de Gayle Forman, o qual também já li e que gostei bastante.

  

Como oferta desta campanha recebi "Um Refúgio para a Vida" de Nicholas Sparks, "Cidades de Papel" de John Green e "A Estranha Vida de Nobody Owens". Já tive a oportunidade de ler as três obras e foram, sem dúvida, agradáveis surpresas. 


Por último, aproveitei a campanha da Fnac em que na compra do terceiro volume da Saga Bridgertons de Julia Quinn, "Amor e Enganos", ofereciam o primeiro volume, "Crónica de Paixões e Caprichos". Já tinha lido os dois primeiros volumes emprestados, contudo através desta campanha acabei por aproveitar para fazer também a série. 

sábado, 27 de abril de 2013

Um Refúgio para a Vida



Nome: “Um Refúgio para a Vida”

Autor: Nicholas Sparks

Nº de Páginas: 356

Editora: Editorial Presença

Sinopse: “Katie, uma jovem reservada e bonita, vai viver para a cidade de Southport, na Carolina do Norte, onde todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela mulher que parece determinada a encobrir os seus encantos e evitar novos laços afetivos? No entanto, apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada e que tem de aprender a lidar com os seus mais fundos receios se quiser voltar a amar.”

Opinião: Nicholas Sparks, nascido em Omaha, Nebraska, trabalhou durante algum tempo como delegado de informação médica, até ao momento em que Theresa Park, agente literária, decidiu representá-lo, vendendo os direitos do seu primeiro romance, “O Diário da Nossa Paixão”, à Warner Books. A obra foi desde o início um sucesso assombroso, tendo permanecido durante 56 semanas consecutivas nos tops americanos. Considerado como o golden boy da ficção, o autor é adorado internacionalmente.

“Um Refúgio para a Vida” editado inicialmente em 2010, foi adaptado para o cinema no presente ano. Neste volume somos apresentados a Katie que se mudou para a pacata cidade de Southport, na Carolina do Norte. Embora seja bastante bonita, mostra-se bastante reservada, tentando ao máximo não se dar a conhecer aos que a rodeiam. Numa pequena cidade como Southport todos se conhecem e trocam informações entre si e Katie com todo o mistério que engloba os seus actos e passado só se torna para os habitantes locais ainda mais interessante. Quando conhece o viúvo Alex mostra-se relutante em criar laços com o mesmo, contudo à medida que cria amizade com ambos os seus filhos, especialmente com a sua filha mais nova, o amor começa a florescer entre ambos. Contudo, Katie tem um segredo que a persegue e que poderá colocar em causa a sua felicidade junto destas pessoas que aprendeu a amar.

Ainda só tive o prazer de ler duas obras do escritor, “Um Momento Inesquecível” e “As Palavras que Nunca te Direi”, e embora tenha gostado muito de ambas, confesso que começo as suas obras sempre com algum receio de poder não gostar, possivelmente por as opiniões sobre o autor serem bastante dispares. Contudo, neste volume em específico as minhas reticências mostraram-se completamente desnecessárias. O autor tem uma escrita tremendamente cativante, possui personagens que nos tocam tanto pela sua história de vida, como com a sua personalidade forte e a história mostrou-se bastante cativante.

Nestas páginas é abordado o tema da violência doméstica de uma forma que invariavelmente nos toca e revolta. Katie sofreu às mãos do marido, Kevin, diversos abusos físicos, o que a levou a fugir dele e a tentar reconstruir a sua vida naquela pacata cidade. Após ter escapado ao marido, Katie continua a sentir uma enorme impotência e a recear ser descoberta pelo mesmo. Algo que é inerente a qualquer vítima de abuso físico, pois mesmo conseguindo fugir, enquanto souberem que a pessoa continua viva, terão sempre o receio que o agressor as presiga e que as volte a maltratar. É também abordado neste volume o modo como a vítima se sente ferida e como lhe custa voltar a entregar-se a alguém e a confiar, no caso da Katie, no sexo oposto.

Além do tema da violência doméstica, somos também confrontados com o amor paternal, a perda de alguém que amamos e a tentativa de reconstruir as nossas vidas após essa perda. Penso que os momentos passados entre Alex e os seus filhos foram bastante ternurentos, sendo bastante explícito o amor que este pai sentia pelos seus meninos e mais tarde também o amor que Katie passa a sentir por ambos. Alex perdeu a sua mulher e também esse ponto é abordado bastante bem, pois demonstra que parte de nós será sempre de determinada pessoa, mesmo que a mesma faleça, e que nunca é fácil ultrapassar a dor que essa perda nos causa.

No que se refere às personagens, gostei muito de Katie, pela sua perseverança, força e por nunca ter baixado os braços. É preciso muita coragem para fazer frente a alguém que nos agride, de tentar fugir a essa pessoa e conseguir viver noutro local, ainda que sempre com receio do que se poderá passar de seguida. Quanto a Alex mostrou ser um homem bom, sofrido, mas com um sentido de honra e justiça muito vincado. Apesar de ter perdido a sua mulher e de ter tido de criar dois filhos pequenos, tornou-se um óptimo pai e um homem fantástico. Os momentos vivenciados entre ele, os seus meninos e Katie foram dos mais ternurentos da obra. No que se refere à personagem Kevin, é-me difícil descrever o que senti por este personagem. Sparks concebe este personagem de tal forma, que conseguimos sentir inúmeros sentimentos por ele. No final da obra só conseguia pensar que era completamente louco e não conseguia deixar de sentir raiva e tristeza por tudo o que fez a Katie passar. Penso que a concepção das personagens é um dos pontos mais fortes do escritor, conseguindo cada uma tocar-nos de certa forma, deixando-nos, mesmo após o livro terminado, uma recordação sua na nossa memória.

Numa escrita muito fluída, cativante e repleta de suspense, Nicholas Sparks presenteia-nos nesta história com uma temática revoltante como é a violência doméstica, mas também com uma bonita história de amor, que temos a possibilidade de ver florescer. Adicionando a estes ingredientes, somos também presenteados com personagens tremendamente bem estruturadas e um enredo cativante. 

Aguardo com alguma expectativa a possibilidade de ver a adaptação cinematográfica e, sem dúvida, que terei de ler mais obras deste escritor.

Frases a reter: "É o que tem a vida: raramente é fácil. A nós cabe-nos apenas tirar o melhor proveito dela."

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

Outras obras do escritor, com opinião no blogue:


Frases Mágicas (12)


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Guia para um Final Feliz



Nome: “Guia para um Final Feliz”

Autor: Mathew Quick

Nº de Páginas: 288

Editora: Editorial Presença

Sinopse: “Pat Peoples está de regresso ao mundo da normalidade da vida familiar em casa de seus pais após ter permanecido numa instituição psiquiátrica devido a um traumatismo grave. Da memória deste fervoroso adepto dos Eagles de Philadelphia desapareceu uma participação do clube no Super Bowl e a demolição do antigo estádio. Ninguém, lá em casa, lhe fala de Nikki, a sua mulher, e até o seu novo terapeuta parece incitá-lo ao adultério. Tudo assume um aspeto cada vez mais estranho. Como a pouco e pouco se vai revelando, anos da sua vida tinham-se pura e simplesmente apagado. Apesar disso, Pat não se deixa desviar daquela que acredita ser a missão de autoaperfeiçoamento. Guia para Um Final Feliz é uma narrativa vibrante e intensa que nos oferece uma visão refrescante sobre sentimentos de perda, depressão e amor. É também um magnífico romance de estreia que foi adaptado ao cinema e que chega a Portugal a 10 de Janeiro 2013, na mesma data em que estreia o filme.”

Opinião: Mathew Quick formou-se em Escrita Criativa na Goddard College e foi até aos 30 anos professor de Inglês em South Jersey. Enquanto exercia a sua profissão, tentava mostrar aos seus alunos o potencial que os mesmos tinham e os aspectos positivos da literatura, contudo neste ano decide largar o emprego, vender a casa e dedicar-se ao sonho de escrever. Após três anos a enfrentar uma depressão, Quick cria a obra “Um Guia para um Final Feliz”, em 2008, que lhe valeu diversos louvores e prémios, inclusive uma menção honrosa do prémio PEN/Heningway. Além desta obra, que foi adaptada para o cinema em 2012 com argumento e realização de David O. Russell, o escritor possui também três romances juvenis da sua autoria.

A narrativa inicia-se quando Pat Peoples se encontra a sair de uma instituição psiquiátrica onde teve hospitalizado, devido a um traumatismo grave. Sobre o traumatismo Pat nada se lembra, somente se recorda que Nikki, a sua mulher, lhe pediu para se afastarem durante algum tempo, e que ele considera que a separação tem de terminar num futuro próximo. Em casa dos pais, para onde vai viver, ninguém menciona a sua mulher, as fotografias do seu casamento desapareceram e quando começa a perceber que muita coisa mudou desde a sua ausência, compreende que esteve hospitalizado mais tempo do que inicialmente pensara. Tendo como objectivo reconquistar a sua mulher, com quem sabe que errou diversas vezes, tenta ao máximo tornar-se a melhor pessoa que consegue, começa a ler diversas obras, das quais a sua mulher sempre lhe falou, mas que ele sempre considerou uma perda de tempo, e começa igualmente a praticar exercício, sempre com o intuito de agradar a mulher. Para Pat todas as mudanças que está disposto a fazer na sua vida, são parte integrante do seu guião para um final feliz junto da sua mulher.

Pat apresenta-nos a sua história através de um diário, que escreve para mostrar à sua mulher o que tem atravessado nos últimos tempos, e é nesta narrativa algo juvenil, que Pat nos apresenta a sua reabilitação com o seu novo psiquiatra e as pessoas com quem convive, a mãe carinhosa e protectora, o pai que parece gerir os seus estados de espírito consoante as vitórias ou derrotas dos Eagles, a sua equipa de futebol americano, o seu irmão mais novo, o seu amigo Ronnie, a mulher do mesmo Veronica e a irmã desta Tiffany. É com Tiffany, que atravessou igualmente momentos traumáticos, que enceta uma relação estranha, em que todos os dias vão correr em conjunto, quase nunca proferindo qualquer palavra e com quem começa a sair para jantar em certos momentos. Juntos irão tentar, de um modo muito particular, reconstruir as suas vidas.

Nesta obra somos apresentados às mazelas que determinados traumas podem deixar nos indivíduos e a tentativa de reconstruir as suas vidas apesar das perdas sofridas. Observamos a luta de Pat para se tornar uma melhor pessoa, de tentar confrontar os fantasmas do passado e, desse modo, seguir com a sua vida junto de quem ama e a história da Tiffany, que perdeu o seu marido e que o choque foi de tal modo grande, que sente imensa dificuldade de se exprimir perante outras pessoas. Sendo igualmente defendido, neste volume, que devemos ser optimistas, encarar cada novo dia com um sorriso e que nunca devemos desistir de lutar pelo que acreditamos e pelos nossos sonhos. No que se refere a finais felizes, só depende de cada um torná-los realidade e, por vezes, embora as coisas não corram como idealizamos, existe sempre uma alternativa que nos poderá fazer felizes.

No que se refere às personagens, Pat foi uma personagem que gostei de conhecer. Embora tendo 34 anos quando sai do hospital, tem uma visão do mundo algo juvenil e ingénua, tendo uma personalidade enternecedora. Gostei bastante que estivesse disposto a mudar por quem amava, por tentar ser melhor e deixar de ser agressivo e foi um prazer poder saber mais sobre o que se passou realmente com ele, o que o levou verdadeiramente a ser internado. Tiffany foi igualmente uma personagem interessante, embora no início o leitor não a perceba muito bem, devido a não comunicar muito com Pat, mas que irá ser essencial para a recuperação de Pat e vice-versa. Existem certas atitudes desta personagem que deixam o nosso personagem principal reticente e consequentemente a nós leitores, mas no fim acabam por nos parecer as mais acertadas. No que se refere às restantes personagens, todos tiveram uma importância significativa na reabilitação de Pat e tornaram a obra mais dinâmica.

Numa narrativa algo ingénua e infantil, Mathew Quick apresenta-nos uma história contendo alternadamente momentos mais emocionais e engraçados, que nos mostra que nunca é tarde para mudar, para lutarmos pelos nossos sonhos e por quem amamos. Defendendo que uma doença não define o indivíduo e que só depende do mesmo melhorar.

Em suma, “Um Guia para um Final Feliz” foi uma obra que me agradou e que me proporcionou alguns bons momentos na sua companhia, sendo capaz de me arrancar algumas gargalhadas e de me colocar a pensar durante algum tempo. Fico curiosa com a adaptação cinematográfica.

Avaliação: 3.5/5 (Gostei!)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Selos Liebster Award e The Versatile Blogger Award

A fantástica Jojo do blogue Os Devaneios da Jojo ofereceu-me há algum tempo estes selinhos. Obrigada por te teres lembrado de mim e desculpa a demora a postar... :)

Regras:
- Dizer 11 coisas sobre mim
- Responder a 11 perguntas
- 7 Coisas que eu gosto
- Indicar 10 blogues

11 Coisas sobre mim:
1 - Estou a terminar a minha licenciatura em Sociologia
2 - Irei posteriormente tirar um mestrado em Gestão de Recursos Humanos
3 - Sou bastante gulosa
4 - O meu fruto preferido é a manga
5 - Quando estou nervosa, por vezes, gaguejo *vergonha*
6 - Por vezes sou demasiado impulsiva
7 - Adoro dormir
8 - A minha cor preferida é o azul
9 - A minha estação preferida é a Primavera
10 - Adora sentir os chuviscos a bater na cara
11 - Adoro o som do mar

11 Perguntas:
1 - Um sonho?
Ser feliz.

2 - Uma coisa que não gostas?
Confesso que não gosto muito de me levantar cedo...

3 - Uma música?
Pode ser a que estou a ouvir agora, de uma das minhas bandas preferidas, "Home" dos Daughtry.

4 - Um filme?
Nunca sei o que responder a esta pergunta, mas se calhar "O Fantasma da Opera". É um dos meus filmes preferidos.

5 - Um livro?
"A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón.

6 - Um Desafio?
Deixar de comer chocolate. :P

7 - Um Desejo?
Ir a Roma.

8 - Uma tortura?
Não ter tempo para ler.

9 - Alguém que admires?
A minha avó e a minha mãe.

10 - O que te irrita?
Que não acreditem na minha palavra...

11 - Tipo de pessoas que não gostas?
Pessoas falsas e interesseiras.


7 Coisas que gosto:
Ler
Dormir
Passear
Chocolate
Cães
Música
Morangos

Quanto aos 10 blogues vou fazer batota e incitar todos os bloggers, que ainda não o tenham recebido, a levá-lo e a responder às questões. :)