sábado, 28 de fevereiro de 2015

4º Aniversário do A Magia dos Livros!


Dá para acreditar que faz hoje quatro anos que o Magia começou? Sinceramente, para mim, parece que foi ontem que comecei este cantinho, cheia de medo do que iria encontrar e como iria ser recebida.

A experiência de ter um blogue continua a ser tremendamente enriquecedora e continuo a adorar tudo o que é inerente a este espaço, as partilhas, as sugestões, a troca de ideias de livros, sejam iguais às minhas ou não. Sem dúvida, que estes quatro anos têm sido fantásticos e agradeço-vos a todos por continuarem desse lado, pois o Magia não seria nada sem os seus seguidores, leitores e comentadores, que me dão ânimo para continuar esta jornada.

Quanto ao balanço do blogue, continua a mostrar crescimento ao longo dos anos, o que me deixa muito feliz. No momento desta publicação contamos com 170821 visualizações, com 425 seguidores no blogue, mais 103 seguidores que o ano passado, e com 603 seguidores no Facebook, mais 225 que o ano passado. Estes números são somente isso, números, mas deixam-me orgulhosa e bastante feliz. Por isso, muito obrigada! :)

Para finalizar este post, que já vai longo, gostaria de agradecer do fundo do coração por continuarem desse lado e por me acompanharem aqui neste cantinho que acredito ser de todos nós e espero que para o ano possamos estar aqui todos a comemorar esta data tão especial.


Beijinhos e obrigada por tudo!

Frases Mágicas (66)


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

TAG “Confissões de um Bibliófilo” [TAG à Quinta]


A TAG "Confissões de um Bibliófilo" foi criada pelo canal de youtube KarmaKayla, mas vi-o inicialmente no canal Distrações Diárias.

Perguntas:
1. Qual é o género de literatura que você se mantém longe?
Não tenho nada contra, de todo, mas livros de auto-ajuda não me chamam muito à atenção. Tenho inclusivé um na minha estante por ler, que a minha mãe comprou para ela e acabou por me oferecer o mesmo sem o ler.

2. Qual é o livro que você tem na estante e tem vergonha de não ter lido?

Se calhar “Os Maias” de Eça de Queirós porque é um livro intemporal e deveria ter sido lido na escola, mas na altura ainda não lia por prazer e acabei por nunca o fazer.

3. Qual é o seu pior hábito enquanto leitor(a)?

Acho que o meu pior hábito é mesmo ter a mania de saltar páginas quando o livro me está a cativar, mas parece que a obra não desenvolve nada. Acabo sempre por voltar ao ponto onde fiquei e ler a partir daí, mas é um hábito muito mau e há uns anos tinha o hábito de ler a última página do livro. :P

4. Você costuma ler a sinopse antes de ler o livro?
Como já referi aqui no blogue, numa opinião, cada vez mais leio menos sinopses porque muitas vezes as mesmas são demasiado auto explicativas, o que estraga , de certo modo, a leitura. Se for um livro de uma saga ou se me for sugerido por alguém que tenha os gostos parecidos com os meus, evito mesmo ler.

5. Qual é o livro mais caro da sua estante?


“O Duna” de Frank Herbert que custou, se não me engano, 21 euros. De resto compro sempre os livros em promoção.

6. Você compra livros usados/sebos (alfarrabistas)?
Tenho vários livros usados e tenho dois de alfarrabistas. Sinceramente só não compro mais em alfarrabistas por não conhecer nenhum perto de mim, pois compensa bastante.

7. Qual é a sua livraria (física) preferida?
Sinceramente praticamente nunca compro em livrarias físicas, é mesmo muito raro, mas gosto muito da Bertrand do Chiado. Sempre que vou ao Chiado dou lá um salto.

8. Qual é a sua livraria online preferida?
A Fnac e a Presença, pelas campanhas. A Fnac devido às promoções que faz de livros a metade do preço, mas especialmente pelos livros de oferta, que quando compramos um livro oferecem outro. A Presença devido a ter diversas vezes livros em promoção e pelas campanhas fantásticas que faz de incentivo à leitura, a custo praticamente nulo para o leitor.

9. Você tem um orçamento (mensal) para comprar livros?
Não tenho um orçamento para livros, mas tenho tentado comprar menos, como sabem, porque tenho mesmo muitos livros por ler e cada vez mais penso que não faz sentido comprar mais livros quando tenho mais de 130 livros por ler. Recentemente vi um vídeo de uma booktuber que defendia que por vezes nós passamos muitas vezes de leitores para consumistas, acabando por ter muito mais livros do que conseguimos ler num ano ou dois e efectivamente isso sucede comigo. Tendo em conta esse facto, estou a tentar cada vez mais conter-me e só comprar novos livros se realmente quiser muito ler o livro num futuro próximo, pois no passado eu comprava quando os livros estavam em promoção, muitas das vezes sem conhecer sequer bem o autor e o livro.

10. Quem você "tagueia"?
Desta vez não irei mencionar ninguém, mas incito todos, que quiserem responder a fazê-lo, pois adoraria saber as respostas de todos vocês. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

"Jardim de Alfazema" de Jude Deveraux [Opinião]


Nome: “Jardim de Alfazema”

Autora: Jude Deveraux

Nº de Páginas: 354

Editora: Quinta Essência

Sinopse: “Jocelyne Minton é uma mulher dividida entre dois mundos. A mãe estudou em colégios particulares e frequentava as melhores salas de chá, mas acabou por casar com o biscateiro local.
Joce tinha apenas cinco anos quando a mãe morreu e, quando o pai volta a casar, a criança sente-se mais só do que nunca - até que conhece Edilean Harcourt que, apesar de já não ser uma jovem, compreende Joce melhor que ninguém.
Quando Miss Edi morre, deixa à amiga todos os seus bens, incluindo uma histórica mansão do século XVIII e uma carta com pistas para a jovem decifrar um mistério que remonta a 1941. Na carta, Miss Edi também revela que encontrou o homem perfeito para Joce, um jovem advogado. Joce fica chocada ao saber que a mansão e o futuro amor da sua vida se encontram em Edilean, de que nunca ouvira falar. Curiosa perante esta reviravolta do destino, Joce muda-se para a pequena cidade , decidida a dar um novo rumo à sua vida.
Em Edilean, todos conhecem a história da jovem e já delinearam o seu futuro, incluindo o homem com quem se deverá casar. Acontece, porém, que Joce tem as suas próprias ideias acerca do homem que terá de conquistar o seu coração e o que fazer aos segredos que ninguém quer ver divulgados. Mas, quando estes lhe revelam parte da sua história, o certo é que a vida parece ganhar uma nova cor…
Em Jardim de Alfazema, Jude Deveraux retrata as paixões, as intrigas e os segredos de uma pequena cidade e dá início a uma extraordinária série centrada em Edilean”

Opinião: Jude Gilliam nasceu a 20 de Setembro de 1947, em Fairdale, Kentucky, EUA. Licenciada em Arte pela Universidade de Murray, foi professora durante alguns anos, acabando por se dedicar exclusivamente à escrita. Com o pseudónimo de Jude Deveraux já conta com mais de 30 romances publicados, que constaram na lista dos livros mais vendidos do New York Times, tendo inclusive vendido mais de 50 milhões de exemplares em todo o mundo.

“Jardim de Alfazema”, que dá início à série Edilean, que conta até ao momento com 9 volumes, foi editado inicialmente em 2009 e traduzido na língua de Camões no ano seguinte pela Quinta Essência.

Jocelyne Minton perdeu a sua mãe quando tinha 5 anos e quando o pai voltou a casar, viu-se inserida num núcleo, que sentia que não lhe pertencia e que ninguém a compreendia. Contudo, tudo muda quando conhece Edilean Harcourt, tornando-se inseparáveis. Quando Miss Edi falece, Joce é a destinatária de todos os seus bens, constando dos mesmos uma mansão do século XVIII e um passado repleto de segredos. Com o testamento, é deixado igualmente a Joce uma carta, onde Miss Edi admite ter encontrado o par ideal para a sua amiga e assim a jovem parte para o desconhecido, à procura de respostas da vida da sua velha amiga e quem sabe de um possível amor.

Esta obra marcou a minha estreia com a escritora, contudo há bastante tempo que já me suscitava interesse, devido à aceitação fantástica que teve pelos leitores portugueses e confesso que fiquei agradavelmente surpreendida. Apreciei a forma como a narrativa nos consegue prender, não só porque desejamos saber mais sobre como irá Joce adaptar-se a uma nova realidade, numa pequena cidade que não conhece, mas também relativamente às escolhas que irá tomar no que se refere à mansão e também no que concerne ao seu coração. Tendo sido igualmente prazeroso desenrolar o mistério em volta de Miss Edi, da sua história de vida e paixões perdidas no tempo, que adorei conhecer e que adoraria ter visto mais desenvolvidas.

Relativamente às personagens, apreciei Joce, considerei que ela conferiu jovialidade à história e tornou a obra bastante engraçada. Embora, por vezes achasse que ela era um pouco desbocada e comunicasse demasiado à vontade com pessoas mais velhas que ela, o que, por vezes, me pareceu estranho. Quanto a Luke foi a minha personagem masculina preferida, pela forma descontraída como sempre comunicou com Joce e a sua despretensão, tendo-me agradado sinceramente mais do que Ramsey, primo do mesmo, que me parecia menos verdadeiro.

Quanto às restantes personagens secundárias, gostei de Sara, da sua simplicidade e pela forma como se relaciona de modo tão natural com Joce, quase como se conhecessem desde sempre, mas sem ser um desenvolvimento forçado, e de Tess, porque apesar de tudo o que pensam e idealizam dela, por ela ser diferente e independente, no fundo é uma caixinha de surpresas e bastante carismática.

Numa escrita simples, conjugando na perfeição o presente e o passado, Jude Deveraux apresenta-nos uma história que conjuga mistério, aventura, romance e algum humor, que me prenderam. Tendo sido o aspecto mais positivo da obra os flashbacks da vida de Miss Edi, que conferiram à obra um toque muito especial.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)