quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Viver Depois de Ti [Opinião]


Nome: “Viver Depois de Ti”

Autora: Jojo Moyes

Nº de Páginas: 424

Editora: Porto Editora

Sinopse: “Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.

Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.”

Opinião: Jojo Moyes estudou Jornalismo e foi até 2002 correspondente do jornal The Independent, ano em que publicou a sua primeira obra “Retrato de Família”, o que a levou a dedicar-se a tempo inteiro à escrita. Vencedora por duas vezes do prémio Romantic Novel of the Year, já conta com 6 obras suas publicadas em Portugal.

Lou Clark encontra-se à procura de emprego quando lhe surge a oportunidade de auxiliar um tetraplégico, sendo a sua função somente dar-lhe a medicação, arrumar a casa e fazer-lhe companhia. Apesar de considerar que não tem as capacidades e experiência necessárias, acaba por conseguir o emprego, sendo nestas condições que conhece Will e a vida de ambos muda para sempre.

Após a leitura de “Silver Bay – A Baia do Desejo”, obra que me agradou bastante, foi com entusiasmo que comecei esta leitura. Este volume conseguiu prender-me de uma forma fantástica, de um modo que há muito não me acontecia, que me levava a pensar nas personagens e na história mesmo quando não o conseguia ler, fazendo-me ansiar por futuros desenvolvimentos. Confesso que não esperava apreciar tanto este volume, mas a verdade é que me transmitiu muitas emoções de uma forma tão real, quase como se fossem minhas.

“Viver depois de Ti” é daquelas obras difíceis de serem descritas, com uma profundidade e emotivade que só poderão ser sentidas ao folhear as suas páginas. Esta é uma história sobre perdas, formas de voltar a viver e de desenvolver as nossas potencialidades. Apesar de toda a tristeza e perda inerentes à obra, acaba por ser igualmente uma história sobre esperança, de que nunca nos devemos acomodar, mas sim viver intensamente, lutar por aquilo em que acreditamos e pelo que realmente nos faz feliz, pois a vida é muita curta para se viver na indecisão e no medo. Muitas vezes temos efectivamente medo de viver, de embarcar e conhecer mais e esta obra defende que devemos perder esses receios, pois só saberemos se algo vale a pena se tentarmos.

Esta obra fez-me pensar em diversos aspectos, nas coisas que deixamos de fazer por pensarmos que futuramente teremos tempo. Fez-me igualmente pensar na beleza dos sonhos, na necessidade de lutarmos por eles, pois se poderemos ter o mundo porque nos havemos de contentar com menos?! Nesta obra é também abordado as prioridades, as nossas escolhas, medos e ambições. Tendo igualmente o objectivo de sensibilizar, de mostrar que a nossa sociedade ainda não se encontra suficientemente adaptada para pessoas com necessidades especiais e como ainda precisa de aprender a aceitar e a gerir a diferença. E, por último, faz-nos pensar sobre o que faríamos no lugar de Will, como reagiríamos, quais seriam as nossas escolhas e como lidaríamos com a realidade, pois na verdade só podemos sentir-nos sensibilizados e compassivos para com ele, mas nunca compreender plenamente a situação, pois acredito que somente passando por uma situação destas é que se compreende realmente, sendo que a escritora aborda este tema, na minha opinião, de uma forma fantástica.

Quanto às personagens adorei Louisa, pela sua força de viver, pela forma como olhava o mundo, pela sua história de vida, mas igualmente pela sua paixão, alegria e capacidade de superação. Adorei completamente os momentos vivenciados entre ela e Will, desde o primeiro momento, em que pareciam não gostar muito um do outro, até que se conhecem, aprendem a conviver e a apreciar as particularidade um do outro. Will foi igualmente uma personagem soberba, cheio de força, vontade de conhecer, de se arriscar e aventurar, mas que devido a infortúnios da vida se vê limitado a uma existência que se recusa a aceitar. Louisa acaba por ser a sua âncora, a pessoa que lhe mostra que apesar de tudo ainda existe felicidade, algum amor e diversão que ele pode usufruir.

Relativamente às restantes personagens são igualmente importantes e apresentam-nos realidades presentes na nossa sociedade, desde a gravidez na adolescência, o desemprego, à traição, entre outros exemplos.

Como aspecto negativo da obra, que não chega inteiramente a sê-lo, poderia mencionar a sinopse e o título, que penso que são demasiado auto-explicativos, o que poderá levar a que obra seja um pouco previsível. Pessoalmente, não deixei de sentir as emoções, de ficar rendida à história e às personagens, mas sei que o impacto poderia ter sido maior, se não suspeitasse desde o início o desenrolar dos acontecimentos.

Numa escrita fluída, emotiva e tremendamente cativante, Jojo Moyes apresenta-nos uma obra soberba, que perdura na nossa mente muito depois de terminada e que terá, sem dúvida, não só um lugar de destaque na minha estante, como também no meu pensamento, como sendo das melhores obras que já tive o prazer de ler. Recomendo, sem qualquer reserva, a sua leitura aos amantes deste género de obras!

Avaliação: 5/5 (Adorei!)

Outras obras da escritora, com opinião no blogue:


quinta-feira, 31 de Julho de 2014

TAG - Venha o Diabo e Escolha

Esta TAG foi criada pela Catarina do blogue Little House of Books e foi-me conferida pela Kel do blogue A Rapariga dos Livros, e consiste em 10 perguntas complicadas.

1 – Preferias só poderes ler um livro por ano e saberes que ias adorá-lo ou leres vários e nãos gostares muito deles?
Pessoalmente preferia só ler um livro e adorá-lo, pois se lesse vários, mas não conseguisse tirar nada dos mesmos também não me proporcionaria muito prazer. Como se costuma dizer “poucos, mas bons”.


2 – Preferias nunca poderes conhecer o teu autor(a) favorito/a ou nunca mais poderes ler mais livros do/a mesmo/a a partir deste momento?
Preferia nunca mais ler nenhuma obra dele. Sinto, por muito cliché que seja, que autores como Jodi Picoult me transmitiram algumas lições de vida com as suas obras, muitas mensagens, e ficaria, sem dúvida, mais feliz por só ler uma obra sua, do que nunca conhecer a sua escrita e a sua forma particular de contar uma história.


3 – Preferias ser obrigado a ver sempre os filmes antes de leres os livros ou nunca veres os filmes?
Acho que preferia nunca ver os filmes. Já li livros depois de ver os filmes e já vi filmes depois de ler os livros, mas gosto de ser surpreendida ao ler um livro e penso que se perde um pouco do misticismo da obra quando vemos o filme antes de folhear a mesma.


4 – Preferias matar uma das tuas personagens favoritas de sempre ou deixar um dos piores vilões escapar impune?
Preferia que o vilão escapasse, ainda que me ficasse a remoer tal decisão. :P Mas antes deixá-lo escapar, do que matar alguma das minhas personagens preferidas.


5 – Preferias ser um tributo nos Jogos da Fome ou que a pessoa mais importante para ti no mundo o fosse?
Preferia ser eu, sem dúvida, embora muito possivelmente morresse nos primeiros segundos. xD


6 – Preferias que a tua série favorita de sempre nunca tivesse existido ou que o/a autor(a) nunca a conseguisse acabar?
Preferia que nunca a terminasse. Tenho até uma pequena suspeita que se o GRRM continua assim, será um exemplo vivo desta questão… :P


7 – Preferias nunca ter conhecida esta comunidade literária na internet ou teres de deixar de fazer parte dela para sempre obrigatoriamente?
Neste caso acho que preferia nunca ter conhecido, pois decididamente iria sentir saudades!


8 – Preferias que um livro que encomendaste chegasse a tua casa numa edição super feia, mas em óptimas condições ou que chegasse a tua casa na edição que querias, mas toda estragada, sem puderes reclamar?
Preferia a edição feia, pois solucionava o problema bem. Lia o dito com uma capa e ninguém veria a feiura. :P


9 – Preferias que os teus livros, por conta de uma tragédia, ardessem ou se afogassem?
Entre as duas, venha o diabo escolha realmente, mas que se afogassem, pois assim podia tentar resolver o problema de alguma forma, deixando-os a secar ou algo semelhante.


10 – Preferias rasgar a capa de um livrou ou sujá-la com algo que não saia?
Ambas as opções são más :P, mas acho que preferia sujar. Aliás já me aconteceu com um livro académico. :(


Obrigada à Kel por se ter lembrado de mim na hora de atribuir esta TAG e quem quiser responder sinta-se à vontade. :)