quinta-feira, 21 de maio de 2015

TAG "Compra de Livros" [TAG à Quinta]


A TAG de hoje foi criada pela Megan Oliver do canal literário com o mesmo nome, mas vi-a inicialmente no blogue da Patrícia, Chaise Longue.


A TAG, sobre os hábitos de aquisição de livros, consiste em 13 perguntas:

1-Onde compras os teus livros?
Basicamente através da internet, no site da Fnac e da Presença. Em livrarias físicas não tenho muito o hábito de comprar, mas geralmente quando vou ao Continente dou uma passada na área dos livros e vejo se tem algum que me interesse em promoção.

2-Fazes pré-ordem de livros? Se sim,fazes em lojas ou online?
Já não faço há algum tempo, mas se estiver muito curiosa com o livro, faço pré-ordem do mesmo. Das vezes que o fiz, foi quase sempre na Fnac e porque trazia um livro de oferta que me suscitava interesse.

3-Em média, quantos livros compras por mês?
Ultimamente não tenho comprado nenhum, como sabem, mas geralmente 1 ou 2.

4-Usas a tua biblioteca local?
Não costumo usar.

6-Qual a tua opinião acerca dos livros das bibliotecas?
Acho que é uma forma muito boa de podermos ler sem gastar dinheiro. Felizmente tenho muitos livros por ler, mas, sem dúvida, que é uma boa opção para quem não pode gastar dinheiro em livros.

7-Como te sentes em relação a lojas de caridade/livros em segunda mão?
Já comprei livros nas duas vertentes. Nas lojas de caridade, através do blogue Dejá Lù, em que são vendidos livros em segunda mão com o objectivo de ajudar portadores de trissomia 21. Adoro a iniciativa, não só porque conseguimos comprar livros em segunda mão a preços muito bons, mas essencialmente porque é por uma boa causa. Quanto aos livros em segunda mão também já comprei, tanto em grupos do Facebook e mesmo na Feira do Livro de Lisboa, na banca da SdE e em alfarrabistas, e não tenho problema nenhum com isso, pois consigo comprar os mesmos a preços bem mais baixos e, por vezes, como novos.

8-Manténs os teus livros lidos e por ler juntos/na mesma estante?
Sim. Tenho as minhas estantes organizadas por editora e por ordem alfabética de autores, mas também já pensei em dividir os lidos de um lado e os por ler do outro, para ter uma ideia mais concisa de quantos livros tenho por ler. Quem sabe um dia.

9-Planeias ler todos os livros que tens?
Sim. Em princípio, espero ler todos. Existem alguns que sinceramente não tenho muita pressa, mas claro que sim.

10-O que fazes com os livros que sentes que nunca irás ler/sentes que não irás gostar?
Geralmente os livros que compro são bem pensados antes da compra. Ou seja, na maioria das vezes só compro os livros se tiver lido antes opiniões favoráveis dos mesmos, de pessoas que têm gostos literários parecidos com os meus. Contudo, existe um na minha estante que ganhei num passatempo, que confesso que tenho um pouco de medo de não gostar, mas conto ler na mesma, pois posso ser surpreendida.

11-Alguma vez doaste livros?
Não. Tenho alguns livros que já pensei em fazê-lo, mas ainda não surgiu a oportunidade.

12-Alguma vez estiveste num período de abstenção de compra de livros?
Sim. Neste momento estou efectivamente a tentar comprar menos.

13-Achas que compras demasiados livros?
Actualmente acho que não, mas tive alturas em que claramente comprei mais do que conseguia ler ou não teria actualmente mais de 140 livros na estante ainda não lidos. Contudo, livros nunca são em demasia. :P

terça-feira, 19 de maio de 2015

"Falling into You" de Jasinda Wilder [Opinião]


Nome: “Falling into You”

Autora: Jasinda Wilder

Nº de Páginas: 240

Editor: Seth Clarke

Sinopse: “I wasn't always in love with Colton Calloway; I was in love with his younger brother, Kyle, first. Kyle was my first one true love, my first in every way.

Then, one stormy August night, he died, and the person I was died with him.

Colton didn't teach me how to live. He didn't heal the pain. He didn't make it okay. He taught me how to hurt, how to not be okay, and, eventually, how to let go.”

Opinião: Jasinda Wilder nascida no Michigan, que é apaixonada por cozinhar, por compras e por ler, escreveu “Falling into you” em 2013 e o mesmo tornou-se um bestseller internacional.

“Falling into you” apresenta-nos a história de Nell, que aos 16 anos compreende que está apaixonada pelo seu melhor amigo Kyle e aí se inicia a sua primeira história de amor. Contudo, pouco depois de fazer 18 anos, algo leva a que a vida de ambos nunca mais seja a mesma. É durante esta fase triste da sua vida, que Nell conhece Colton, irmão de Kyle, e ambos irão enfrentar sentimentos confusos, que os testarão e aos seus sentimentos.

Começo por mencionar que a obra é narrada a duas vozes, por Emmi e Colton, numa linguagem algo brejeira, com recurso recorrente a gíria e palavrões, algo que não costumo encontrar muito nos livros que leio. Contudo, não sei se este aspecto se verifica efectivamente no original ou se simplesmente será a tradução que encontrei, uma vez que li esta obra traduzida em Português do Brasil. 

Neste volume são vários os temas subjacentes, desde a dor da perda de alguém que se ama; sobre culpa e depressão, a forma como a mesma consome a pessoa, a dor que lhe transmite e uma quase incapacidade de sair daquele estado, sendo estas partes da obra realmente muito negras e reais. Sendo igualmente uma história sobre a necessidade primordial de se expor os sentimentos e da necessidade de ter um refúgio e um escape, especialmente nas alturas de maior dor e perda.

Relativamente à história de amor patente na história, penso que foi dos aspectos mais negativos da obra, pois é dado muito pouco destaque ao romance. Compreendemos efectivamente o que une o casal da trama, todavia não vemos de forma clara o amor surgir, se calhar porque a relação entre ambos surge como forma de colmatar uma perda, mas mesmo assim gostaria de ter sentido mais força na relação. Apesar deste aspecto mais negativo, tenho de mencionar que as cenas mais eróticas da obra se encontram imensamente bem escritas. Penso que actualmente a maioria dos autores tenta inserir cenas eróticas nos livros e a maioria não o sabe fazer da melhor forma, pelo que penso que Jasinda Wilder, nesse aspecto, está de parabéns.

Quanto às personagens, tanto Colton, quanto Nell têm um passado recheado de dramas e perdas, sendo que tal os acaba invariavelmente por definir enquanto pessoas e na forma como encaram a vida e se relacionam com os outros. Por terem ambos um passado pautado por perdas e sofrimento é que acabam por encontrar um no outro o consolo necessário e juntos aprendem a sarar as feridas.

Em suma, “Falling into you” foi uma leitura agradável, com uma história com um lado mais negro, abordando a depressão, a perda de alguém que se ama, tendo igualmente algum romance e erotismo, que certamente poderá agradar aos amantes deste género de obras.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)

sexta-feira, 8 de maio de 2015

"Maze Runner: Correr ou Morrer" de James Dashner [Opinião]


Nome: “Maze Runner: Correr ou Morrer”

Autor: James Dashner

Nº de Páginas: 400

Editora: Editorial Presença

Sinopse: “Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando a caixa onde está para bruscamente e uma luz surge do teto que se abre, Thomas percebe que está num elevador e chegou a uma superfície desconhecida. Caras e vozes de rapazes, jovens adolescentes como ele, rodeiam-no, falando entre si. Puxam-no para fora e dão-lhe as boas vindas à Clareira. Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo.”

Opinião: James Dashner nasceu na Georgia, em 1972, e tirou um mestrado em Contabilidade na Universidade de Brigham Young, em Utah. Trabalhou durante algum tempo no ramo das finanças, contudo acabou por decidir dedicar-se em exclusivo à escrita. A sua primeira obra literária foi editada inicialmente em 2003, com o título “A Door in the Woods”.

“Maze Runner: Correr ou Morrer”, publicado inicialmente em 2009 e traduzido para Português três anos depois, é o primeiro livro de uma saga, que nos apresenta Thomas, que acorda num sítio completamente desconhecido, não se lembrando de nada, sem ser do seu primeiro nome. Neste local encontram-se outros jovens como ele, do sexo masculino, muitos deles que se encontram há anos naquele local, sem nunca terem conseguido perceber porque ali estavam ou como escapar dali. No dia seguinte à chegada de Thomas, uma jovem aparece, Teresa, a primeira e única rapariga e, depois da sua chegada, tudo mudará.

Confesso que adquiri esta obra com um certo receio, pois as opiniões relativamente à mesma são díspares, muitos adoram, contudo também existem muitas pessoas que a consideram mediana, pelo que foi com uma certa dualidade de sentimentos que a comprei e comecei a ler. O ponto que me chamou desde logo à atenção foi a trama, na idealização da mesma e do mundo criado pelo autor, que me conseguiu cativar e que considerei bastante original. Desde o facto de os jovens se encontrarem numa espécie de labirinto, que se encontra aberto de dia e fechado à noite; desde as criaturas que habitam no labirinto, mas que só se movimentam dentro do mesmo à noite. Todos esses aspectos cativaram-me e deixaram-me intrigada para saber porque sucedia tal coisa e quem estava por detrás do labirinto. Outro aspecto em que o autor consegue ser mestre, centra-se na transmissão de claustrofobia e de medo que aqueles jovens sentem naquele local, sendo, sem dúvida, um dos aspectos mais positivos da obra.

Relativamente à escrita, senti sinceramente que faltou um pouco de fluidez na narrativa. Considero que o autor precisava de contrabalançar melhor os momentos de suspense, de acção e mais parados, pois existiram vários momentos em que a narrativa se arrastou, o que tornou a leitura mais lenta, e momentos de muita adrenalina, em que parecia acontecer tudo de uma vez.

No que concerne às personagens, não foi difícil para mim sentir uma ligação com as mesmas, contudo penso que o autor embelezou muito o Thomas. Ou seja, o autor deu a entender que somente o Thomas é que fazia perguntas sobre o local, sobre tentar encontrar uma solução para saírem dali, por ser mais proactivo e interessado. E tal facto podia ser justificado por ser o rapaz que chegou há menos tempo ao labirinto, contudo parece unânime que todos os jovens queriam que o Thomas não fizesse perguntas e tal facto pareceu-me um pouco forçado.

Numa narrativa repleta de adrenalina e suspense, James Dashner apresenta-nos, deste modo, uma história original e interessante, que nos deixa curiosa com os futuros desenvolvimentos e por saber se aqueles jovens conseguirão sair do pesadelo em que se encontram. Sendo, sem dúvida, uma distopia cativante, que se o autor conseguir contrabalançar melhor a narrativa e os personagens, tem tudo para ser muito boa.


Avaliação: 3/5 (Gostei!)