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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Três Metros Acima do Céu



Nome: “Três Metros Acima do Céu”

Autor: Frederico Moccia

Nº de Páginas: 352

Editora: Editorial Presença

Sinopse: “Três Metros Acima do Céu é um romance apaixonante e retrata uma história de amor entre dois adolescentes oriundos de contextos sociais distintos, que se conhecem na esplendorosa cidade de Roma. A intensidade da relação manifesta-se logo no primeiro encontro quando Babi, uma atraente e simpática jovem de quinze anos, conhece Step, um rapaz um pouco mais velho, com um comportamento muitas vezes agressivo e reprovável, que exerce sobre ela um invulgar fascínio. Em breve estes dois mundos (aparentemente) incompatíveis tornam-se um só, e as juras de amor eterno passam a ser a grande força motriz. Porém, Babi nunca aceitou inteiramente as atitudes violentas do namorado, nem o mundo subversivo e decadente a que Step pertence, e a relação envereda por um caminho sinuoso e inesperado… “

Opinião: Frederico Moccia escritor, roteirista e realizador Italiano escreveu a sua primeira obra “Três Metros acima do Céu” em 1992, tendo-lhe sido atribuído o Prémio Torre di Castruccio, na categoria de Ficção em 2004 e o Prémio Letterario Nazionale Insula Romana, na categoria de Jovens Adultos.

Confesso que esta obra nunca me havia chamado à atenção, até uma amiga minha falar da adaptação espanhola e outra admitir que tinha a obra em sua posse. Foi, deste modo, graças ao seu empréstimo, que tive a possibilidade de embrenhar no mundo de Babi e Step.

Nesta obra são-nos dados a conhecer dois jovens, muito diferentes entre si, de mundos opostos. Stefano, Step como é conhecido por todos, é um jovem com alguns problemas familiares, que se torna violento à mínima provocação e Babi é uma jovem rica, com uma educação rigorosa e protegida, que anda numa escola privada. Aliado a estas diferenças, também os objectivos de vida são opostos, enquanto Step terminou a escola e não tem um objectivo futuro delineado, Babi, por seu turno, que se encontra no seu último ano, ambiciona ir para a faculdade.

Mesmo de mundos diferentes, estes jovens acabam por se conhecer e se apaixonar, numa história de amor repleta de ternura e alguns dissabores. Será o amor mais forte que as diferenças? Capaz de vencer qualquer barreira que se lhes apresente? São estas as perguntas que nos colocamos incessantemente ao longo desta obra, capaz de nos arrancar inúmeros sorrisos e de nos deixar tristes.

A caracterização das personagens é um dos pontos fortes do escritor, penso que retracta de modo bastante fidedigno o que é ser adolescente, os receios, as paixões avassaladoras, a própria linguagem e modo de agir.

Babi é uma jovem muito inteligente, forte, com ideias bastante delineadas, que sabe efectivamente o que quer e que luta por esse objectivo. Step transmitiu-me alguns sentimentos contraditórios, penso que há medida que a Babi se foi sentindo atraída por ele, também eu fui aprendendo a gostar deste jovem. Era um jovem bastante inteligente, que tinha todas as possibilidades de ter um futuro brilhante, contudo depois de um desgosto que sofre acaba por se tornar agressivo e por desistir de ter um futuro. Quanto aos amigos de ambos que encarnam outra história de amor nesta obra, Pollo e Pallina foram um casal que começou a sua relação de um modo completamente inesperado, mas que demonstraram que o amor vence qualquer barreira.

Esta obra é sobre diferenças, como duas pessoas podem ser tão diferentes entre si, mas ainda assim sentirem-se atraídas e viver uma história de amor terna. É também uma história sobre o primeiro amor, sobre o que o mesmo pode dar e tirar. O modo como sentimos que quando o amor é retribuído poderá ser para sempre e nos deitamos e levantamos a pensar na outra pessoa. No modo como quando amamos alguém, a vida tem outro sabor e outra cor, que nos impulsiona a enfrentar cada novo dia porque temos esse alicerce. Representando também a dor do primeiro amor que termina e a tentativa de reconstruirmos as nossas vidas.

Numa obra leve, repleta de ternura, amor e amizade, Frederico Moccia com uma escrita simples, representando de um modo deveras bem conseguido os jovens-adultos, consegue-nos arrancar inúmeros sorrisos, de nos deixar tristes e a pensar no futuro destes dois jovens.

Aguardo com alguma expectativa a continuação “Quero-te muito”, embora já tenha lido opiniões não muito favoráveis quanto a esta sequela.

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)