sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Laços de Sangue



Nome: "Laços de Sangue

Autora: Charlaine Harris

Nº de Páginas: 288

Editora: Saída de Emergência


Sinopse: Depois do desastre natural do furacão Katrina e do horror criado pelo homem da explosão na cimeira de Vampiros, Sookie Stackhouse vive segura mas atordoada, ansiando que as coisas voltem ao normal. Mas o seu namorado, Quinn, é um dos desaparecidos. E as coisas mudam, quer isso agrade ou não aos lobisomens e aos vampiros do seu canto do Louisiana. Nas batalhas que se seguem, Sookie enfrenta perigo, morte... e, mais uma vez, a traição de alguém que ama. Mesmo que deixe de haver pêlo de lobo no ar e mesmo que o sangue frio dos vampiros deixe de jorrar, o seu mundo não voltará a ser o mesmo...

Opinião: Neste oitavo volume da saga “Sangue Fresco” encontramo-nos no rescaldo do Katrina, onde muitas foram as perdas para os humanos, mas sobretudo para a comunidade vampírica. Sookie, a empregada de bar da pequena Bom Temps, continua a narrar-nos a sua história e a ter a sua vida em risco devido a lobisomens e vampiros, ficando a conhecer que possui mais familiares do que pensava inicialmente.

Neste volume a narrativa inicia-se com a tristeza de Sookie por ainda não haver encontrado o seu namorado Quinn e por recear que algo de muito mau lhe possa ter acontecido. Enquanto isto a comunidade de lobisomens encontra-se a atravessar um grave crise política, que levará Sookie a correr risco de vida. Na comunidade vampírica, o Katrina dizimou bastantes vampiros e incapacitou outros tantos, entre eles a sua Rainha, o que levará a uma luta pelo poder que poderá causar várias perdas.

Sookie continua a possuir problemas familiares, que a fragilizam por ter de tomar decisões que vão contra aos seus ideias e forma de ser. A sua companheira de casa Amelia traz consigo outra bruxa, Octavia, conseguindo ambas arrancar-nos alguns sorrisos. A sua relação com Quinn, que nunca me agradou sobremaneira, por não sentir força e sustentabilidade na mesma, vê o seu fim, sendo que Bill começa a aproximar-se mais de Sookie, a tentar demonstrar a sua adoração e a arranjar desculpas pelo que lhe fez.

Os aspectos positivos que retiro desta obra são os momentos entre as bruxas e os seus feitiços, pois acho um mundo interessante. O aparecimento de alguns familiares novos na vida de Sookie, que vêem trazer algumas respostas à sua vida e àquilo que é na verdade e o final que foi interessante e nos deixa vontade de saber um pouco mais.

Os aspectos negativos foram a guerra entre vampiros, que nos parecia poder ser algo de realmente interessante e que acabou por terminar num ímpeto; a indecisão constante de Sookie, pois sinto que chega a hora de ela colocar os seus sentimentos em ordem e perceber o que realmente quer e, por fim, a capa, que é das piores da série e que faz lembrar demasiado o actor elegido para fazer de Edward Collen na saga “Crepúsculo”.

Em suma, uma obra que entretém, óptima para descontrair e que se encontra polvilhada com algum humor. 

Avaliação: 3/5 (Gostei!)

A Demanda do Visionário



Nome: "A Demanda do Visionário"

Autora: Robin Hobb

Nº de Páginas: 480

Editora: Saída de Emergência


Sinopse: "O verdadeiro rei dos Seis Ducados desapareceu numa missão misteriosa em busca dos Antigos para salvar o reino da ameaça dos Navios Vermelhos. O seu irmão usurpador está determinado a impor uma tirania cruel e não abrirá mão do poder, a não ser com a própria morte. 
Fitz sabe que a única forma de por fim ao reinado do príncipe usurpador é iniciar uma demanda em direção ao reino das Montanhas onde irá descobrir a verdade sobre as profecias do Bobo. Mas a sua missão enfrenta um novo perigo com a magia do Talento a precipitar a sua alma para a beira do abismo. Conseguirá resistir à magia e ainda enfrentar os obstáculos que surgem à sua demanda?"


Opinião: “A Demanda do Visionário” é o volume que finaliza esta incrível saga, que tanto prazer me deu acompanhar ao longo do último ano. Ler este último volume proporcionou-me uma certa melancolia, pois com o mesmo termina um ciclo, na próxima vez que se ler algo mais de Fitz muita coisa haverá mudado e também muita expectativa de modo a saber muitas das respostas às perguntas que nos havíamos feito ao longo dos volumes e descobrir se as nossas teorias se encontravam correctas ou não.


Nesta obra presenciamos o tão aguardado reencontro entre Fitz e o Bobo, uma das personagens mais interessantes e misteriosas da trama, de Kettricken, que se encontra tão diferente, quase irreconhecível e de Breu. É juntamente com Bobo, Kettricken, Esporana e Panela que Fitz continuará a sua demanda por Veracidade, onde várias serão as provações e as descobertas, que tentará encontrar os Antigos, com o objectivo de salvar os Seis Ducados dos Navios Vermelhos.

Foram várias as opiniões que acompanhei sobre este volume e dividiam-se bastante. Alguns consideravam que era o final perfeito para Fitz e os Seis Ducados e outros consideravam que era um final em aberto, demasiado lento, insatisfatório para muitos. Quando parti para esta leitura idealizei que, sendo uma saga mais introspectiva e pessoal, seria expectável que fosse lenta, pois foi sempre assim que a autora nos presenteou com as suas obras, aspecto que para mim sempre me agradou, pois é diferente de tudo o que já li até agora e porque a escrita e o mistério subjacente na obra nos envolvem do princípio ao fim. Relativamente ao final em aberto pensei sempre que teria de ser assim porque existe outra saga seguidamente este, mas que o ciclo desta teria de ser encerrado. Assim, foi com alguma expectativa e até apreensão que mergulhei neste volume.

Logo nos primeiros capítulos temos o prazer de rever Bobo, que tanto falta me havia feito no anterior volume “A Vingança do Assassino” e que se nos mostrou algo diferente, mas continuando tão interessantíssimo como no primeiro volume. Confesso que quando ele nos é apresentado inicialmente, senti que não o reconhecia, pois estava habituada às suas piadas e saídas evasivas, contudo à medida que a narrativa foi avançando só consegui gostar ainda mais dele. Gostei muito de o conhecer melhor, aspecto conseguido com esta pequena mudança da sua personalidade, condicionada por tudo o que atravessou até às Montanhas, de saber realmente o papel que ele tinha e a ligação com o Fitz, que considerei deveras interessante, tendo também gostado do papel que teve para a finalização deste ciclo, embora me tivesse deixado vontade de saber mais sobre ele. Tenho esperança de o voltar a rever na próxima saga.

Revemos também Ketrricken, que se encontra deveras diferente. Tudo o que perdeu desde o momento em que saiu de Torre de Cervo, modificou-a bastante, aspecto que compreendo, pois foi obrigada a crescer depressa, devido a grandes provações. Com ela conhecemos o verdadeiro significado do que é ser “Sacrifício”.

Relativamente ao desenrolar dos dois temas mais debatidos ao longo das obras, dos Antigos e dos Navios Vermelhos, gostei muito dos momentos em que descobrimos quem eram os Antigos realmente e o que era necessário para os despertar, parte das minhas suspeitas estavam certas relativamente aos mesmos, contudo nunca pensei que tomassem a forma que a autora elegeu. A importância e o que Veracidade necessitou de fazer para conseguir encontrar o primeiro antigo, digamos assim, foi das coisas que mais gostei de ler. Completamente incrível! Quanto aos Navios Vermelhos, considerei que essa parte da trama nos foi dada a conhecer de modo algo rápido e que não convenceu inteiramente, gostaria que a autora tivesse abordado um pouco mais esse aspecto e nos tivesse explicado melhor o mesmo.

Quanto às restantes personagens, Fitz continua a fascinar-me bastante e embora houvesse certos momentos em que considerei que tinha tudo para perceber o que se passava e que mesmo assim não chegava ao cerne da questão, continuou a agradar-me como no primeiro momento. Tornou-se numa das minhas personagens preferidas e neste volume não desiludiu, ainda para mais depois de tudo o que fez para que a paz fosse restaurada nos Seis Ducados. Adorei o papel de Panela, havia percebido que a senhora era muito mais do que aquilo que admitia, nunca me pareceu uma idosa comum, até pela sua eloquência, tendo-me deixado surpresa o seu papel na trama. Esporana era uma personagem que não me conseguia convencer plenamente, mas que neste volume me agradou, pela sua história, que desconhecia e pela forma como acabou por ser importante para Fitz. Relativamente à Moli e ao Castro não posso dizer que tivesse ficado desiludida com o final de ambos, depois de tudo o que passaram juntos, se calhar era o final perfeito para ambos. Majestoso esperava um final diferente para ele, esperava algo mais grandioso, digamos assim, mas ao mesmo tempo terminou como gostaria.

Hobb continua a fascinar-nos com a sua escrita sublime nesta obra, diálogos fascinantes e com uma imaginação que nos envolve do princípio ao fim. Considero que o final dado a esta saga impressionante foi bem conseguido, mesmo o final fornecido para Fitz, que é um pouco triste, mas que é estranhamente perfeito no meu ver.

Desta feita, considero um final adequado para esta saga, contudo houveram certos aspectos que gostaria de ter visto melhor explicados e mais abordados, necessários para que pudesse fornecer a quinta estrela.

Uma saga que gostei muito, que guardarei com um carinho especial e que deixaria certamente saudades, se não houvesse outra saga passado alguns anos, onde poderemos rever o nosso amigo Fitz e as pessoas que o rodeiam.

Avaliação: 4.5/5 (Gostei Bastante!)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Liebster Blog (1)

Tenho de agradecer ao André do blogue Pensar nos Livros, à Luh do Currently Reading, à Filipa d' O Labirinto dos Livros, ao Lars d' Os Livros do Lars, ao Guilherme do Ler&Escrever e à Anokas, Morena e Viv d' O Mundo Encantado dos Livros  pela oferta do meu primeiro selo, que é adorável. :D


Sigo vários blogues e ter de eleger somente 5 é difícil, mas aqui vai:


Regras:
1 - Link de volta com o blogueiro que lhe deu;
2 - Cole o selinho no seu blog;
3 - Escolha 5 blogues para repassá-lo, que tenham menos de 200 seguidores;
4 - Deixar um comentário avisando que estão recebendo o selinho.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A Revolta



Nome: "A Revolta"

Autora: Suzanne Collins

Nº de Páginas: 280

Editora: Editorial Presença

Sinopse: "Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar..."

Opinião: Depois de todas as reviravoltas que sucederam na sua vida, Katniss vê-se com uma missão que nunca desejou e que tenta ao máximo por descartar. Ao ser considerada como o símbolo da revolução, terá de tomar várias decisões que não serão simples e que lhe trarão algumas amarguras.

Numa leitura frenética, Suzanne Collins mostra-nos as desenvolturas desta revolta que era expectável, mas que toma proporções inimagináveis, onde muitas serão as perdas, para que a população de Panem possa outra vez viver em liberdade.

Gostei bastante deste volume e considero que este foi, sem dúvida, o final perfeito para esta trilogia. Numa guerra, como a que a autora nos prepara desde o primeiro volume, é expectável que muitas sejam as perdas e que os acontecimentos não se desenrolem da melhor forma para as personagens. Tendo em conta este facto considero que não poderia nunca haver um típico final feliz, simplesmente alguma compensação para aqueles que partilharam desta revolta.

Ao longo desta leitura somos confrontados com várias realidades. Que numa guerra muitas são as perdas, muitas das vezes de inocentes e que a partir de determinada altura, valores e ideais são colocados de parte, com o único intuito de vencer. Custou-me um pouco constatar que os rebeldes deixaram a sua sede de vingança, levá-los a praticar algo que censuravam nos seus oponentes, mas isso realmente acontece e se esta história é tão real, deve-o em certa medida a ambos os acontecimentos. Outra realidade que nos é demonstrada, é que muitos são os que lutam por uma causa e por um futuro melhor, porém quem reivindica o poder, pouco ou nada faz para que tal seja possível. Novamente um acontecimento triste, mas tremendamente real.

Katniss é a personificação do que uma revolta desta envergadura poderá fazer a alguém e que as vitórias trazem sempre um sabor amargo. Não existindo vitórias plenas, simplesmente uma promessa de melhora.

Tinha bastante curiosidade em conhecer melhor Gale, pois sempre se mostrou misterioso e suscitava-me algum interesse, contudo confesso que fui perdendo o fascínio que possuía por ele à medida que o fui conhecendo melhor. Sempre o imaginei mais interessante e também mais humano.

Peeta sempre foi uma personagem da qual gostei muito, tendo-me custado presenciar o que sofreu em vários momentos e que apesar de tudo o que sofreu e de tudo o que perdeu, gostei do final a ele destinado.

E, por fim, Snow que também merece o seu destaque. Um homem mesquinho, poderoso, irracional, mau na verdadeira acepção da palavra e que mesmo quando não estava presente fisicamente, conseguia desempenhar a sua pressão psicológica contra Katniss.

O único aspecto negativo que encontro é que gostaria de ter visto a parte final um pouco mais desenvolvida, pois senti que terminou de modo algo abrupto. Mesmo assim fiquei feliz pela promessa de melhora na vida de Katniss e das pessoas que a rodeavam.

“A revolta” é, assim, um final que considero bastante real e o melhor para uma trilogia como a que Suzanne Collins no presenteou.

Num modo geral gostei muito desta trilogia e anseio ver a adaptação cinematográfica, que espero que consiga captar a verdadeira essência das obras e a sua mensagem política e social.

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Pequena Abelha


Nome: "Pequena Abelha"

Autor: Chris Cleave

Nº de Páginas: 272

Editora: Edições Asa


Sinopse: "Não queremos contar-lhe O QUE ACONTECE neste livro. Esta é uma HISTÓRIA MESMO ESPECIAL e não queremos desvendá-la. Ainda assim, vai precisar de saber um pouco mais sobre ela para querer lê-la, por isso, vamos dizer apenas o seguinte: Esta é a história de DUAS MULHERES. Os seus destinos vão cruzar-se UM DIA e uma delas terá de fazer UMA ESCOLHA terrível, o tipo de escolha que ninguém deseja enfrentar. Uma escolha que envolve vida ou morte. DOIS ANOS DEPOIS, elas encontram-se de novo. É então que a história começa verdadeiramente… Depois de ler este livro, vai querer falar dele a TODOS OS SEUS AMIGOS. Quando o fizer, por favor, também não lhes diga o que acontece. Permita-lhes saborear a sua MAGIA."

Opinião: “Pequena Abelha” de Chris Cleave é narrada alternadamente, na primeira pessoa por Abelhinha e por Sarah, que embora tenham pouco em comum e vivam em mundos completamente distintos, se encontram num dia fatídico, que irá mudar para sempre a vida de ambas. É quando dois anos mais tarde se encontram, que esta narrativa se inicia.

Confesso que esta obra nunca me havia chamado à atenção, nem me recordo de ter ouvido falar dela, até ao momento em que li alguns excertos da obra expostos pela pessoa que acabou por mo emprestar e a quem tenho de agradecer, pois se não fosse ela passar-me-ia certamente despercebida. Se os excertos me suscitaram a atenção, posso afirmar que a obra me deixou estarrecida.

A sinopse não revela muito, o que se tornou uma mais-valia, pois não sabia o que iria encontrar, tendo gostado bastante da história, que é bastante real, porque nos mostra a realidade africana que todos nós suspeitamos, mas que só quando confrontados com ela é que realmente a interiorizamos. Uma obra repleta de tristeza, mas ao mesmo tempo de esperança e que demonstra que embora existam pessoas capazes de tudo para alcançarem os seus objectivos, que não vêem a meios para atingirem os seus fins, também existem pessoas capazes de tudo pelo próximo, até colocar a sua própria vida em jogo.

Este livro é mais do que um relato da vida africana, das suas condições de vida e do que os homens de negócios são capazes de fazer por dinheiro, sendo também uma história de amor, amizade, de esperança por um futuro melhor e mais risonho, uma história de força e de compaixão.

As personagens considero-as muito bem construídas, tanto as personagens principais, Abelhinha e Sarah, como as secundárias. Gostei mesmo muito de ambas, tendo de salientar a Abelhinha porque era tão jovem, somente com 16 anos, mas com uma história de vida e uma maturidade incríveis. Muitas das frases que mais me tocaram vieram dela, por isso tornou-se uma das personagens que mais me dizem. Sarah pela sua bondade, por ser uma mulher e tanto e uma mãe extremosa, que é capaz de tudo pelo próximo.

Escrito de um modo simples, porém mágico, com uma emotividade e força tremendas, Chris Cleave consegue arrancar-nos algumas gargalhadas, lágrimas e suspiros com as suas frases soberbas.

Em suma, “Pequena Abelha” foi um livro que adorei pela sua história, escrita mágica e personagens incríveis e que recomendo sem quaisquer reservas.

Citações a reter: "Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Está bem? Esse será o nosso segredo. Porque, podem crer no que vos digo, uma cicatriz não se forma naqueles que estão a morrer. Uma cicatriz significa: "Eu sobrevivi.""

"A felicidade não é uma coisa que se pode ir buscar a uma prateleira, é algo que uma pessoa tem de construir"

Avaliação: 5/5 (Adorei!)