quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A Culpa é das Estrelas



Nome: “A Culpa é das Estrelas”

Autor: John Green

Nº de Páginas: 256

Editora: Edições ASA

Sinopse: “Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelas é a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.”

Opinião: John Green é um vlogger, juntamente com o seu irmão, e escritor de livros para jovens adultos. Autor de vários bestsellers do The New York Times recebeu os prémios Michael L. Printz Award e o Edgar Award, tendo sido inclusive por duas vezes finalista do L. A. Times Book Prize.

“A Culpa é das estrelas” é a sua sexta obra, tendo sido lançada em 2012. Nesta obra somos apresentados à jovem de 17 anos, Hazel, que é uma doente terminal. Após lhe ter sido diagnosticado cancro nos pulmões, sem cura, esta jovem consegue estabilizar devido ao surgimento de um medicamento experimental, contudo a doença será sempre uma realidade na sua vida, estando condicionada a realizar somente algumas actividades. 

Com receio que a filha não aceite da melhor forma a sua condição de vida, os pais de Hazel instigam-na a frequentar um grupo de apoio a jovens com cancro, onde faz vários amigos. É neste grupo que conhece um rapaz, Augustus, que além de ser lindo aos seus olhos, ainda parece sentir um enorme fascínio por si, embora esta jovem tenha dificuldade de compreender porquê. Também este jovem foi portador de um cancro, que inclusive lhe levou à amputação de uma perna, encontrando-se há 14 meses sem qualquer ressurgimento de cancro. Embora Hazel tenha receio de sobrecarregar mais uma pessoa com a possibilidade da sua morte é, deste modo, que estes dois jovens se tornam amigos e que mais tarde começam uma relação.

Confesso que esta foi das opiniões mais difíceis que tentei escrever. Por diversas vezes pensei em passar para o papel o que senti ao desfolhar esta incrível obra, sem que nada do que idealizasse me parecesse acertado ou digno da obra de John Green. É um livro difícil de descrever, daquele género que sentimos que elogios nenhuns que possamos fazer o conseguem definir como ele merece. A verdade é que adorei e que me fez sentir de mil e uma maneiras, arrebatando-me completamente com as mensagens e personagens fantásticas que contém.

Ao embrenhar neste livro somos confrontados com diversos temas. Desde os mais ligeiros, as amizades que fazemos ao longo da vida e que acabam por ser a nossa sustentabilidade; o primeiro amor, portador de imensos sentimentos, que nos transmite a possibilidade de poder ser para sempre. Aos mais sensíveis, como o cancro, o que o mesmo significa para a pessoa que o tem, o receio de não recuperar, a tristeza de não saber se o dia de amanhã será bom ou não, ao facto de se sentir que não se pode confiar no nosso próprio corpo. Mostrando-nos também o papel do familiar e do amigo, que sente uma impotência enorme porque não pode fazer nada para ajudar o doente, tal como a tristeza de ver os que amamos sofrer. Também nesta obra somos confrontados com a perda do primeiro amor e a morte de alguém que nos é especial, que novamente é dos sentimentos mais desgastantes e angustiantes.

Esta obra foi, sem dúvida, uma verdadeira caixinha de surpresas. Embora tivesse acompanhado inúmeras opiniões fantásticas, que inclusive me levaram a adquiri-la, não esperava sentir-me tão apegada a estas personagens e sentir tantas emoções em simultâneo, pois tanto me fez chorar como soltar uma gargalhada borbulhante e não há nada mais fantástico do que um livro que nos faz sentir desta forma.

A história entre Gus e Hazel foi igualmente maravilhosa, uma incrível ternura. Adorei os momentos vivenciados entre este casal, o modo como Gus tentou conquistar Hazel e o modo como se tornaram inseparáveis. Ambos os personagens são de tal modo reais, com histórias de vida cativantes e enternecedoras, que tanto nos faziam sorrir de contentamento por os acontecimentos lhes correrem bem, como nos faziam emocionar por a vida ser ingrata para com eles. Li recentemente uma opinião sobre esta obra que defendia que estes personagens se tornam quase como nossos amigos ao longo desta jornada e é a mais pura das verdades, vivemos de modo pleno os acontecimentos que lhes sucedem quase como se fossem nossos.

Numa escrita fluída, enternecedora e tremendamente cativante, John Green apresentam-nos a descoberta do primeiro amor, a perda de alguém que amamos e a realidade do que é ser portador de cancro.

"A culpa é das Estrelas" é, deste modo, uma obra mágica, portadora de um enorme role de sentimentos, que agradará certamente aos amantes deste género de obras.

Frases a reter: "O consolo fácil não é reconfortante."

"Não podemos escolher se somos ou não magoados neste mundo, mas temos algo a dizer sobre quem nos magoa."

Avaliação: 5/5 (Adorei!)

12 comentários:

  1. Fico contente que tenhas gostado da obra! Vale mesmo a pena! :D

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    1. Olá Filipa. :)

      Gostei mesmo muito. É daqueles livros que nos marcam e que são muito difíceis de avaliar em palavras, só lendo...

      Beijinhos e boas leituras.

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  2. Que fantástica opinião!
    Quero muito ler este livro e penso ler lá para Fevereiro.
    Todas as opiniões que tenho lido, têm sido muito similares à tua. Estou mesmo muito curioso. Parabéns e obrigado pela partilha.
    Boas Leituras e um excelente 2013

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    1. Olá Nuno. :)

      Obrigada pelo elogio. É uma obra dirigida para um público mais juvenil, mas contém tantos sentimentos que fiquei completamente rendida. Espero que gostes tanto quanto sucedeu comigo.

      As opiniões são realmente fantásticas, o que me suscitou bastante curiosidade. Tentei não ir com expectativas demasiado elevadas para esta obra, mas surpreendeu-me bastante pela positiva. :) Obrigada.

      Boas leituras e bom ano 2013, repleto de coisas boas.

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  3. Olá Rita, bom dia!
    Estava ansiosa pelo teu comentário deste livro e realmente tenho mesmo de o ler, já me tinha cruzado com ele, mas há sempre um livro que vem na lista a adquirir em primeiro lugar hehe... :D
    Mas adorei ler a tua opinião!
    Beijinhos e boas leituras**

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    1. Olá Carolina. :)

      Tenho livros que me acontece exactamente o mesmo. Leio opiniões fantásticas deles e até tenho curiosidade, mas parece que há sempre outro que se impõe. :P Conhecendo os teus gostos literários, tenho quase a certeza que irás gostar tanto quanto eu. Tem uma boa história de amor, tem mensagens bonitas e faz-nos sentir de uma forma muito especial. Tens de experimentar. :D

      Obrigada pelo elogio. Foi difícil passar para o papel o que senti, mas fico contente de ter espicaçado a tua curiosidade. :P

      Beijinhos e boas leituras.

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  4. Olá :D

    Tens um selo para ti no meu blog :)

    Bjs :)

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    1. Olá Maria, obrigada. :)

      Irei passar por lá. Beijinhos*

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    1. Olá Liliana. :)

      Pessoalmente gostei mesmo muito, espero que gostes tanto quanto eu.

      Beijinhos e boas leituras.

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  6. Ois Rita,

    Bem reservo-me ao direito de nem ler o teu comentário, basta ver a nota e saber que foi um dos teus livros preferidos de 2012, para que pretenda ler o livro.

    Espero que o tenhas trazido para lisboa :D

    BJS

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    1. Olá Paulo.

      Obrigada pelas palavras. :) É uma obra dirigida para um público mais juvenil, mas a colectânea de sentimentos tocou-me bastante, para além do tema que também me é sensível...

      Tens uma amiga desnaturada, que leva o livro para te dar e que se esquece de to entregar. Só mesmo eu :P, mas da próxima vez pago eu o café e levo-te, prometo. :)

      Beijinhos e boas leituras*

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