É incrível como o tempo passa depressa. Há três anos publicava a minha primeira opinião neste cantinho que rapidamente se tornou parte de mim e dos meus dias.
A experiência de ter um blogue tem sido absolutamente fantástica, transmite-me muitas vezes uma motivação de leitura, que anteriormente não tinha, levando-me igualmente a apreciá-la de forma diferente, pois permitiu-me aumentar o meu número de leituras, mas também a atenção dispendida nas mesmas. Além disso adoro a troca de ideias com outros bloggers e a relação que se mantém com os leitores deste cantinho, pois este blogue não seria a mesma coisa sem os seguidores, leitores e comentadores, que me incitam a continuar com este espaço.
Quanto ao balanço do blogue, continua a crescer de ano para ano, o que me deixa tremendamente satisfeita e mostra que continuo a crescer enquanto blogger e leitora. No momento desta publicação contamos com quase o dobro das visualizações do ano passado, 109852 visualizações, com mais 60 seguidores no blogue, mais concretamente 322, e com 378 seguidores no Facebook, mais 97 que o ano passado.
O que posso dizer mais? Sem dúvida, um enorme obrigada por continuarem desse lado a acompanhar as minhas leituras neste cantinho que é de todos nós e espero que para o ano estejamos aqui a comemorar esta data que se tornou tão importante para mim. :)
Markus Zusak cresceu a ouvir histórias referentes à II Guerra Mundial, sob a perspectiva da Alemanha, de onde a sua mãe era natural. Ao publicar "A Rapariga que Roubava Livros", o seu quinto volume, tornou-se mundialmente conhecido e a crítica considera-o um dos escritores mais inovadores e poéticos do momento. A obra foi adaptada para o cinema o ano passado e chegou às salas de cinema portuguesas no presente ano.
Liesel foi enviada pela mãe, que era comunista, juntamente com o irmão, para uma família adoptavia, contudo o mesmo morre na viagem. É durante o enterro que Liesel rouba o seu primeiro livro "O Manual do Coveiro" e que a Morte se interessa por ela. Na cidade para onde é enviada, Himmel, Liesel irá ganhar uma nova família e dois amigos que a moldarão para sempre.
Dirigido
por Brian Percival, esta adaptação teve
como protagonistas Robert Allam (Narrador/Morte), Sophie Nélisse (Liesel Meminger),
Geoffrey Rush (Hans Hubermann), Emily Watson (Rosa Hubermann), Nico Liersch
(Rudy Steiner) e Ben Schnetzer (Max Vandenburg).
“A
Rapariga que Roubava Livros” é um dos meus livros preferidos, pelo que a
curiosidade de ver a sua adaptação cinematográfica era bastante. Confesso que à
medida que ia observando o filme me ia recordando de muitos aspectos da obra
que já não me recordava, contudo fiquei efectivamente com a sensação que a
adaptação se encontra bastante fidedigna, contendo a essência da história e os
momentos mais importantes da narrativa encontram-se presentes.
Outro
aspecto que me surpreendeu pela positiva centrou-se na forma como o filme
conseguiu transmitir-me os mesmos sentimentos de alegria, de tristeza e de
perda que havia sentido ao folhear o livro. As mensagens defendidas na obra,
referentes à importância da escrita e da leitura encontram-se bastante visíveis
no filme, tal como a beleza da amizade de Liesel e Rudy e da amizade de Liesel
e Max, tal como a ideia de efemeridade da vida, da importância de se
aproveitar cada momento como se fosse o último e de nunca deixarmos de dizer ou
fazer nada, pois a vida é demasiado curta para nos prendermos em indecisões.
Relativamente
às personagens, tal como tinha acontecido com o livro voltei a adorar todos e confesso que não conhecia a maioria dos actores e os seus trabalhos. Penso que Sophie Nélisse
foi uma Liesel fantástica, tendo incorporado a sua inocência, alegria, vontade
de aprender e de descobrir mais de forma fantástica. Os momentos vivenciados
entre ela e Ben Schnetzer (Max) foram absolutamente mágicos, a amizade que surge
quase sem se aperceberem e que partilham através de pequenas coisas, através da
leitura, da escrita e de pequenas confidências. Apreciei igualmente Nico Liersh
enquanto Rudy Steiner, que personificou alguns dos momentos mais engraçados e ternurentos com Sophie Nélisse. Geoffrey Rush enquanto Hans Hubermann e Emily
Watson enquanto Rosa Hubermann também não me desiludiram de forma alguma. O
primeiro transmitiu de forma soberba o amor, a bondade e humanidade que
caracterizam Hans e a segunda representou na perfeição Rosa, uma pessoa que se
esconde por detrás do seu ar de dura e rígida, mas que no fundo é um coração de
ouro, bastante humana e calorosa.
Em
suma, considerei a adaptação deste volume bastante fidedigna, com a capacidade
de me prender e emocionar da mesma forma que havia sucedido com o livro,
transpondo na perfeição a essência das personagens e da fantástica história.
Deixo também uma nota positiva para a banda sonora, que, sem dúvida, se ajustou
na perfeição a este contexto.
Título Original: “The Twilight Saga: Breaking Dawn”
País de Origem: EUA
Género: Aventura /
Drama / Fantasia / Romance
Ano de Lançamento: 2011
(Parte 1) / 2012 (Parte 2)
Stephenie Meyer é uma escritora americana, que
ficou conhecida pelas obras referentes à Saga Luz e Escuridão, tendo sido
considerada depois da publicação do primeiro volume, “Crepúsculo”, pela
Publishers Weekly “como uma das mais promissoras novas
escritoras de 2005”. “Amanhecer” foi adaptado para o cinema em duas partes,
tendo sido a primeira parte em 2011 e a segunda no ano seguinte.
“Amanhecer”
é o filme que termina a história entre o vampiro Edward Cullen e a humana Bella
Swan. Em “Amanhecer – Parte 1” sucede o casamento entre ambos e durante
a lua-de-mel o casal envolve-se, o que leva a que Bella fique grávida, contudo desconhece-se que
criatura será aquela que se encontra a gerar, pois não existe conhecimento de
que alguma vez um vampiro e um humano tenham criado descendência. Em “Amanhecer
– Parte 2” observamos as consequências da transformação de Bella e da sua
descendência, sendo que os Volturi rumarão em direcção ao Clã Cullen para os destruir devido a se suspeitar que transformaram uma criança em vampiro
Dirigidas
por Bill Condon, estas adaptações tiveram como protagonistas Kristen Stewart
(Bella Swan), Robert Pattinson (Edward Cullen), Taylor Lautner (Jacob Black), Peter
Facinelli (Dr. Carlisle Cullen), Elizabeth Reaser (Esme Cullen), Ashley Greene
(Alice Cullen), Jackson Rathbone (Jasper Hale), Kellan Lutz (Emmett Cullen),
Nikki Reed (Rosalie Hale), Billy Burke (Charlie Swan) e Sarah Clarke (Renée).
Quando
os filmes foram lançados confesso que não tive muita curiosidade de ver. O
livro tinha sido uma pequena desilusão para mim, pelo número excessivo de
páginas onde não sucederam momentos realmente importantes, sendo que 200
ou 300 páginas do mesmo eram completamente desnecessárias. Enquanto lia o livro
lembro-me de pensar que se tivesse terminado no momento em que Bella acorda
depois de ser transformada teria sido um final muito mais satisfatório e isto
porque devido ao nascimento de Renesmee, filha de Bella e Edward, os Volturi
decidem vir atrás dos Cullen e destruí-los pelo que suspeitam ser a transformação
de uma criança em vampira e no livro os momentos, que poderiam ter sido bastante
cativantes, com uma batalha ou pelo menos com um confronto que nos fizesse
ansiar pelos acontecimentos futuros, terminou de forma abrupta.
Depois
de me ter sido recomendada as adaptações por diversas vezes, por pessoas que
diziam que se encontravam melhores que o livro, decidi finalmente
vê-las e posso afirmar desde já que, num geral, me surpreendeu pela positiva e
que os aspectos que não havia gostado tanto no livro, se viram colmatados nas
adaptações.
Quanto a “Amanhecer – Parte I” confesso que gostei da adaptação, embora existam alguns momentos que nos dão vontade de revirar os olhos, com o descabimento de certos acontecimentos e diálogos, aspecto que também sucede na segunda parte. Gostei do
casamento, das escolhas relativas ao vestido, cerimónia e copo de água, mas os momentos que mais apreciei centraram-se no momento em que Bella engravida na
lua-de-mel, a forma como o seu corpo se começa a modificar está, na minha
opinião, bastante bem conseguida.
No que diz respeito a “Amanhecer – Parte II” também apreciei a adaptação, até porque veio dar-nos o confronto que havia sentido falta no livro e que tornou o filme ainda mais cativante. O único aspecto negativo que poderia ressalvar seria
Renesmee em bebé, que se percebe claramente que se trata de uma montagem, o que ficou muito estranho e não percebo porque não escolheram um bebé,
teria sido muito mais real e simples.
Relativamente
aos personagens principais, sinceramente não aprecio muito a Kristen Stewart enquanto
actriz, penso que não consegue ser muito expressiva e tem sempre os mesmos
maneirismos nos filmes que representa. Quanto aos restantes personagens,
gostei no geral de todos, penso o Robert Pattinson conseguiu personificar bem a
dor que Edward sentiu ao ver a sua amada ser desgastada pela estranha criatura
que se encontrava a gerar e gostei igualmente do Taylor Lautner, que penso que
tem uma graça natural para representar e que nos consegue cativar instantaneamente.
Em
suma, considero que a adaptação consegue solucionar alguns dos aspectos que não gostara tanto na obra, pelo que
posso admitir que se encontra melhor que a mesma, da qual não gostei
sobremaneira. Não posso dizer que seja um filme soberbo, nem pouco mais ou menos, mas se comparar com a obra, penso que se destaca pela positiva.
Um dos meus objectivos para o presente ano consiste, como é do vosso conhecimento, em diminuir a minha pilha de livros por ler e aderi inclusive a vários desafios para o conseguir alcançar, como o "Mount TBR Reading Challenge 2014", que consiste em ler os livros que tenhamos adquirido antes de 1 de Janeiro de 2014 e também o Plano de Compras de 2014, de modo a diminuir drasticamente as minhas aquisições.
Com estes intuitos em mente e após observar esta ideia em diversos blogues decidi aderir à TBR Jar, onde poderemos colocar todos os títulos que temos por ler e, de cada vez que terminarmos uma leitura, sortear a próxima. Na minha TBR decidi somente colocar os livros físicos, por estar a tentar diminuir os livros por ler da estante.
As razões por ter aderido a este "desafio" são muito simples, porque tenho infelizmente muitas vezes a propensão de ir lendo os livros mais recentes que vou adquirindo, o que associado à minha compulsividade de compras, que certamente não é estranha à maioria dos leitores deste cantinho, me leva a descurar muitos livros que tenho há anos na estante por ler.
Confesso que inicialmente fiquei um pouco reticente em aderir porque, apesar de me permitir alcançar os meus objectivos, geralmente escolho as obras a ler por impulso, a obra que em determinado momento me apetece ler, contudo estou a utilizar esta ideia praticamente desde o início do ano e até agora está a correr muito bem. Só tenho saído das escolhas da TBR quando são leituras que tenho mesmo de fazer, para as parcerias, ou um livro que tenha saído que eu queira mesmo muito ler, como sucedeu recentemente com "A Grande Revelação" de Julia Quinn (foi mais forte que eu :P).
Assim, surge esta ideia da TBR Jar, como forma de ler obras que tenho há demasiado tempo na estante por ler e como forma de diversificar mais as minhas leituras, que é igualmente um dos meus objectivos de fim de ano.
E vocês já aderiram a esta inciativa? Ficaram com vontade de o fazer?