segunda-feira, 22 de julho de 2013

Anna e o Beijo Francês


Nome: “Anna e o Beijo Francês”

Autora: Stephanie Perkins

Nº de Páginas: 288

Editora: Quinta Essência

Sinopse: “Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?”

Opinião: Stephanie Perkins nasceu na Carolina do Sul e cresceu no Arizona. Após ter ingressado nas universidades em San Francisco e Atlanta, trabalhou sempre na área da literatura, primeiro como livreira, depois como bibliotecária e, neste momento, como escritora de obras para jovens e, como a autora ressalva, também para adultos que não têm receio de admitir o seu gosto por esse género de obras.

Perkins considera-se uma romântica e apaixonada, sendo possível encontrá-la aos fins-de-semana no cinema esperando os momentos mais românticos dos filmes. “Anna e o Beijo Francês” foi a sua obra de estreia, tendo sido publicada inicialmente em 2010 e no presente ano em Portugal.

Quando Anna Oliphant é enviada pelos pais para um colégio interno em Paris, fica tristíssima. A um ano de terminar a escola e ingressar na faculdade, com uma melhor amiga que adora e um rapaz de quem gosta no seu local de trabalho, Anna sente que nunca poderá ser feliz naquele local estranho, onde nem a língua é do seu conhecimento. Contudo, tudo muda quando conhece a colega que mora no quarto ao lado do seu e ela lhe apresenta os seus amigos. Além de um grupo que se interessa por ela, que a ajuda a inserir-se, neste grupo encontra-se Étienne St. Clair, um rapaz interessante e bonito, mas comprometido. Irá Anna encontrar na cidade luz um local que lhe alimentará o seu gosto pelo cinema, sendo a cidade com maior concentração de cinemas per capita do mundo, ou irá também encontrar o amor?

Existem livros que desde que temos conhecimento dos mesmos, nos cativam ora pela sua capa ou sinopse interessantes. “Anna e o Beijo Francês” foi um desses casos, que desde o momento que foi lançado que sabia que o teria de ler, tendo-o efectivamente adquirido pouco tempo depois. Esta foi uma obra que me cativou desde o primeiro instante, pela sua doçura e ternura que nos cativam instantaneamente. Fiquei rendida à história, às personagens, às descrições, enfim a toda esta obra que é tão doce.

O primeiro aspecto que me cativou, centrou-se na partida para o desconhecido por parte de Anna. Quem já passou pela experiência de estudar longe de casa, da família e amigos, sabe que a experiência é muito boa, que nos faz amadurecer e ganhar outro sentido de responsabilidade, contudo os primeiros momentos são sempre muito difíceis, especialmente quando não conhecemos ninguém, nem o local para onde iremos passar a viver. Como pessoa que teve uma experiência semelhante, revi-me um pouco na experiência de Anna, nos primeiros momentos em que nos sentimos perdidos, com algum receio e com uma certa dificuldade de nos soltarmos.

Gostei igualmente das relações entre as personagens, que se mostraram todas bastante humanas. Foi um prazer poder acompanhar a forma como Anna se tornou amiga do grupo constituído por St. Clair, o modo como foram criando laços e rotinas, tal como foi muito bom poder ver estes dois jovens conheceram-se e tornarem-se melhores amigos, apoiando-se em todos os momentos. Revi-me em alguns aspectos nas vivências de Anna e St. Clair, o que me fez apreciar especialmente este casal, que se mostrou ser tão doce, verdadeiro e real, tendo gostado igualmente dos outros elementos do grupo, que tornaram a obra mais especial e tocante.

Outro aspecto que me cativou centrou-se no facto de a história ser mais do que a simples história de amizade e amor. Quem conhece os meus gostos, sabe que sou fã de romances, contudo não aprecio obras que tenham somente como foco o amor, mas também outros temas, que nos toquem e que nos transmitam alguma mensagem. Nesta obra tal sucede, sendo-nos apresentados a realidade do que é ter um familiar próximo portador de cancro. A obra descreve muito bem primeiramente a dor e entorpecimento que sentimos quando descobrimos que alguém próximo de nós tem cancro, posteriormente a impotência que sentimos por não poder fazer nada para ajudar a pessoa a contornar a doença e, por último, o alívio quando finalmente a pessoa contorna a doença.

Numa escrita bastante pessoal, intima e doce, Stephanie Perkins apresenta-nos uma história de amizade, amor, de recomeços, que defende que nunca nos devemos acomodar, que devemos procurar a felicidade plena, mesmo que isso signifique deixar algo que damos como garantido.

Com descrições fantásticas de Paris, que nos transportam para os monumentos, ruas e cinemas da cidade luz, esta obra perdura-nos na memória muito depois de ter terminado e deixa-nos uma marca de ternura e de saudade.

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

4 comentários:

  1. Olá,

    Um romance que embora deva ter momentos crueis deve ser muito interessante de ler, gostei do teu comentário ;)

    Bjs e boas leituras e férias já agora :D

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    1. Olá Paulo. :)

      Pessoalmente gostei muito. Tem tudo o que aprecio numa obra, personagens cativantes, que sentimos que poderiam efectivamente existir; uma história de amizade e amor, polvilhada com alguns momentos mais tocantes, nunca deixando de nos transmitir uma mensagem e de nos deixar uma marca de ternura. :)

      Obrigada. :D Beijinhos e boas leituras*

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  2. Respostas
    1. Olá Liliana. :)

      Também gostei muito e adorei as descrições, foi quase como ser teletransportada para Paris e fiquei mesmo cheia de vontade de conhecer a cidade luz. :D

      Beijinhos e boas leituras*

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