quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Jane Eyre


Nome: "Jane Eyre"

Autora: Charlotte Brontë

Nº de Páginas: 415

Editora: book.it

Sinopse: «Tido como autobiográfico, Jane Eyre é um marco da emancipação feminina. Uma menina infeliz, órfã de pai e mãe, obrigada pela força das circunstâncias a viver com uma tia que a odeia, é enviada para um colégio interno, onde se destaca como uma das melhores alunas da instituição e, mais tarde, como professora. Sem nada que a prenda ao colégio e ávida de independência, Jane torna-se preceptora de Adéle, pupila de Mr. Rochester, o proprietário de um imponente castelo por quem se apaixona e com quem decide casar-se. Contudo, no dia do enlace descobre que ele já é casado e que a sua mulher está viva. Perante a revelação, Jane resolve fugir. É acolhida pelos Rivers e na casa deles toma conhecimento da morte de um tio que lhe deixou uma fortuna e do parentesco que a une àquela família. Decide, então, dividir a herança com os primos e procurar Mr. Rochester, o seu amor perdido. Algures entre o realismo e a ficção, Jane Eyre é, mais do que um romance (o mais afamado de Charlotte Bronte), uma lição de vida.»

Opinião: Jane vive com os tios desde que perdeu os seus pais. Mr. Reed, irmão da mãe de Jane, ao falecer, incute a esposa a tomar conta da sua sobrinha e a dar-lhe um futuro risonho. Contudo, as coisas acabam por se desenrolar de forma contrária ao que o tio poderia idealizar, pois o seu filho mais velho é hostil para com Jane, agredindo-a e ofendendo-a, sendo que a mulher não gosta igualmente de Jane, acabando por enviá-la para uma instituição de caridade. Ao ser tratada desta forma, Jane acaba por se tornar indignada para com injustiças, vincando a sua personalidade para sempre.

Depois de oito anos na instituição, Jane vai trabalhar para casa de Mr. Rochester, onde conhece a verdadeira acepção da palavra casa, amizade e amor. É graças a Thornfield que cria amizades que durarão para toda uma vida, onde conhece o amor e que compreende que a felicidade é possível.

Gostei bastante da estória, desde os primeiros momentos em que a Jane era uma menina renegada pela família, que a devia adorar e estimar, como toda a criança merece. Desde cedo consegui sentir uma ligação forte com ela, por um lado porque mesmo sendo uma menina quando se inicia a obra tem já uma forma de se expressar e ideais de um adulto. Sendo tímida, reservada e calada, aspectos que tem em comum comigo, o que me fez sentir ainda mais ligada a ela. Além disto é uma obra escrita na primeira pessoa, onde acompanhamos o crescimento de Jane e o amadurecimento da sua personalidade. Tudo aspectos que nos fazem sentir ainda mais ligados a esta menina.

Achei o Mr. Rochester um homem interessante, misterioso, mas ao mesmo tempo um pouco estranho. Embora compreenda perfeitamente o porquê de tal aspecto, as suas mudanças de humor fizeram-me alguma confusão. Contudo, o amor é mesmo assim. Amar alguém sem ligar a defeitos. Neste aspecto Jane tem muita razão, quando amamos alguém, parece-nos sempre perfeito.

Os aspectos positivos são toda a estória em si, que achei agradável e até diferente. A linguagem que é acessível e bastante agradável e claro a personalidade da Jane, que me agradou bastante, tanto por ser uma rapariga independente e forte, mas também porque ia contra ao que era comum no século XIX. Outro facto que considero positivo foi o facto de retratar um pouco a vida das Brontë, pois a Charlotte e as irmãs viveram num internato, sendo que duas delas morreram de tuberculose e também Charlotte, tal como Jane, era preceptora. Aspectos que tornaram a estória ainda mais interessante.

Em relação aos aspectos negativos, se calhar a revisão do livro, que tinha algumas gralhas, que embora não sejam graves, tornaram o ritmo de leitura mais lento. Outro aspecto negativo foi ter visto a série antes de ler o livro, o que possivelmente influenciou a minha cotação, pois já sabia como se iriam desenrolar os acontecimentos.

Foi, assim, um livro que me deu bastante prazer a ler, ainda para mais tendo sido uma leitura conjunta, o que me faz sempre apreciar os livros de forma diferente. Gostei de tal forma desta obra que fiquei curiosíssima em ler algo mais das irmãs Brontë.

Podem também ler a opinião da minha parceira de leitura, a p7 do blogue Bookeater/Booklover

Avaliação: 4/5 (Gostei Bastante!)

Leitura Conjunta - "Jane Eyre" de Charlotte Brontë (3ª Parte)

A fase inicia-se com a preparação de Jane para o casamento e a ida para a igreja do casal. Vê-se desde o início do dia que Edward se encontra tremendamente nervoso e com uma vontade incessante de apressar o casamento. Se até ao momento não suspeitássemos que algo se passava, estas atitudes colocavam-nos logo com suspeitas.

No momento em que se estão a casar aparece um advogado juntamente com Mr. Mason que afirmam que o casamento não se pode realizar devido a Mr. Rochester já ser casado, com a irmã de Mason, Bertha. Na igreja Edward explica aos ouvintes o porquê de ter querido casar com Jane, mesmo tendo uma mulher em casa. Graças a este episódio ficamos a conhecer um pouco mais de Edward e o quanto ele passou ao longo dos anos. Novamente penso que o facto não justifica ter mentido à preceptora e querido ter uma vida de bigamia, mas não posso afirmar que não compreendo de todo a sua opção porque deve ter sofrido bastante e só ele sabe o que teve de atravessar praticamente sozinho.

Mr. Rochester como forma de refutar o que afirmava leva-os a visitar o terceiro piso onde se encontra aprisionada a mulher. Quando chegam ao quarto encontram Grace Poole junto ao lume a tomar conta de uma caçarola e uma mulher a rugir de pés e mãos no chão. Esta foi uma personagem que me deixou com alguma pena porque claramente não é culpa dela se ter tornado daquela forma, pois deveria ter tido um acompanhamento que não era possível ter naquele tempo.

Jane decide então partir da mansão, mas não sem antes perdoar Rochester pelo seu acto. Novamente sentimos o seu grande coração porque não sei se seria capaz de perdoar assim tão facilmente como ela fez. Olhando como leitora confesso que fiquei entre dois sentimentos contraditórios entre a pena pelo que tinha sofrido e passado ao longo dos anos e o “ódio” pelo que fez passar a Jane e por ter sido egoísta ao ponto de quase só pensar em si, quando escolheu esconder a mulher da preceptora.

Foge de Mr. Rochester e durante dois dias vê-se desamparada, sem ter abrigo ou o que comer, até que vai ter a casa dos Rivers que a acolhem e a ajudam na sua recuperação. As irmãs Rivers, Mary e Diana mostram-se ser cultas, generosas e extremamente simpáticas, o que leva Jane a gostar imediatamente delas, chegando a estudar alemão e desenho juntas. St. John, irmã de ambas, já é mais estranho, bastante inteligente, mas taciturno e calado. Existe uma rapariga na aldeia onde vive que gosta dele e penso que ambos poderiam chegar longe juntos, visto que ela tem dinheiro e influência e ele tem um grande coração e adora ajudar os outros, mas teimoso como é, decide tornar-se missionário e rumar à Índia, de modo a poder ganhar um lugar ao lado do Senhor, como ele mesmo afirma.

St. John arranja um emprego a Jane como professora da aldeia e confere-lhe uma casa. Numa das visitas que lhe faz descobre que afinal o seu nome verdadeiro é Jane Eyre através de uns papeis que usou para realizar um dos seus desenhos, descobrindo que é afinal sua prima e que o tio da Madeira ao falecer lhe deixou toda a sua fortuna. Jane iria, assim, adquirir 20 mil libras, mas decide em vez disso dividir o dinheiro pelos quatro, ficando, a cada um, 5 mil libras, por achar mais justo.

Ao aproximar-se a data de rumar à Índia St. John decide pedir Jane em casamento, embora de uma forma muito pouco romântica, dando-lhe a entender que seria a pessoa mais indicada para o ajudar no seu trabalho missionário. Jane resiste, mesmo tendo ele insistindo inúmeras vezes, dizendo-lhe que poderia ir com ele, mas nunca como esposa. O que tendo em conta o feitio do primo foi, sem dúvida, uma opinião bastante sensata.

Quando St. John parte para resolver uns problemas que tem pendentes, deixa Jane a pensar no seu pedido de casamento, mas a prima pressente que Mr. Rochester precisa dela e parte para Thornfield.

Quando chega é informada que Thornfield se encontra em ruínas e que Bertha faleceu no incêndio, que ela mesma ateou. Mr. Rochester encontra-se cego e sem uma mão devido a tentar salvá-la do mesmo. Ruma então para Ferndean onde é a nova casa dele, onde ao avistar o seu amado, sente pena por ver o seu espírito tão alegre e vivo, de momento apagado devido aos infortúnios que a  vida lhe proporcionou.

Casam-se e têm uma vida bastante feliz juntos, onde finalmente são como iguais e podem viver juntos sem recear nada nem ninguém. Felizmente momentos antes de terminar a obra ficamos a saber que Edward começa a voltar a ver e a poder ser mais autónomo.

Os momentos finais da obra são dedicados a St. John, onde ficamos a saber que faleceu pela sua missão e por Deus, que era o que ele tanto desejava.


Podem também ler a opinião da p7, no seguinte link: Leitura Conjunta - Jane Eyre, 3ª fase.

Aquisições de Agosto

Este mês portei-me um pouco mal nas aquisições, pois mesmo tendo cingido as mesmas a promoções, acabei por adquirir livros em demasia, ainda para mais tendo em conta a promessa que fiz de comprar menos livros e ler mais os que já possuo em lista de espera. Fica aqui o voto que no mês de Setembro me vou tentar conter...



Numa ida ao Continente não consegui resistir em trazer este três livros que se encontravam em promoção, com 20% de desconto. "Antes de adormecer" de S. J. Watson foi um livro que desde que saiu para o mercado me chamou à atenção pela sua sinopse, que prometia uma viagem e tanto. As opiniões que tenho lido pela blogosfera confirmam-no e, como tal, espero conseguir lê-lo entretanto. 
"Quando sopr@ o vento norte" de Daneil Glattauer foi um livro que conheci através da Patrícia, do Pedacinho Literário. Livro esse que já tive o prazer de ler e que gostei bastante. Aguardo ansiosamente a sua continuação.
"Huck" de Janet Helder, foi um livro comprado por puro impulso... Há muito tempo que não comprava um livro por causa da capa, mas não resisti em trazer este, pois o cãozinho da capa é bastante parecido com a minha Fofinha quando pequena. :)



"Rebeldes" e "Rumores" de Anna Godbersen adquiri através do Livro da Semana da Presença. Estes livros chamaram-me a atenção tanto pelas sinopses, como pelas capas, que acho fantásticas. :)
"Escândalo" de Penny Vicenzi foi adquirido também numa campanha, mas desta vez da Fnac, por sugestão da Filipa, d' O Labirinto dos Livros.




Da editora book.it "O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë, que me foi aconselhado por algumas pessoas e que estando mesmo a terminar o "Jane Eyre" me parece uma óptima aquisição.
Por fim, "O Perfume da Savana" e "A Mulher do Capitão" de Ludgero Nascimento dos Santos, a quem tenho de agradecer a amabilidade em enviar-me os livros. :) 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

45 Dias de Desafios Literários


Terminou um dos desafios mais interessantes e quiçá difíceis que já tive o prazer de realizar. 


Houveram dias em que as respostas foram quase automáticas, mas outros em que tive de pensar bastante nas suas respostas e que ainda agora não sei se foram as mais adequadas. Foi uma grande experiência, por ter sido bastante desafiante, mas também por me permitir recordar algumas grandes obras e o que as mesmas me fizeram sentir.

Hoje sinto que havia um dia ou outro que responderia diferente, por isso gostava de mais tarde voltar a repetir o desafio e ver até que ponto as respostas se tonariam ou não variáveis...


sábado, 27 de agosto de 2011

45 Dias de Desafios Literários - Dia 45: Próximo Livro a Ler


 

Ainda não sei bem qual dos dois será, mas a minha escolha residirá entre o "Huck" de Janet Elder ou "A mulher do capitão" de Ludgero dos Santos. :)